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  • 1 Faculdade Dom Pedro II - São Carlos-SP (1928-2009)
    Acervo Valentim Gueller Neto
  • 2 Bonde da Carne São Carlos–SP (1912-1962)
    Acervo Raymond DeGroot
  • 3 Estação Ferroviária de São Carlos-SP (1925)
    Acervo Valentim Gueller Neto
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Estação 75 - As Chaminés Caseiras de São Carlos - SP

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Depois da postagem das chaminés industriais de São Carlos - SP, meu irmão Sergio me propôs fazer uma sobre as chaminés residenciais. O difícil mesmo, foi conseguir algumas fotos, pois as chaminés ficavam nos fundos das casas e raramente eram fotografadas.  Dá até para pensar que elas tinham vergonha de serem fotografadas, por estarem sempre esfumaçadas, e se escondiam.   Foto 01                                                                                                                                                                                                                              CLIQUE SOBRE AS                                                                                          FOTOS QUE AMPLIAM



A chaminé é um duto vertical que vai da câmara de queima do fogão a lenha, até aproximadamente um metro acima do telhado e faz a exaustão da fumaça.  Pode ser interno, sobre um canto do fogão,       Foto 02  




ou  junto da parede externa da cozinha. Os fogões das famílias mais simples tinham apenas a câmara de queima e a chapa de apoio para as panelas.  Além de fazer a exaustão da fumaça, pela chaminé também saíam os aromas dos temperos daquilo que estava sendo preparado nas panelas de ferro, ou assado no forno. E os vizinhos ficavam sabendo o que cada um estava cozinhando, ou assando,  e até trocavam os cozidos e os assados. Quando a fumaça parava de sair, era porque  estava tudo pronto esperando o provedor da família chegar para juntos fazerem a refeição.    Foto 03 



Nas cozinhas das famílias de classe média, os  fogões eram mais detalhados, tinham também o forno e   um espaço, na parte inferior, para o armazenamento da lenha cortada. Foto 04 



Para os ricos,  havia os fogões a lenha em ferro fundido e esmaltados. Eles também aqueciam a água através de uma serpentina e a casa toda era servida com água quente. A terceira esposa do meu avô Pedro Cavasin  era de família de posse, e na casa deles havia um. Meu irmão e eu quando íamos vê-los, ficávamos admirando a beleza daquele fogão, o único em ferro fundido e esmaltado que vimos na nossa infância. Mas acima dos telhados, todas as famílias se igualavam pelas chaminés.   Fotos 05

E assim era São Carlos - SP, até 1958, em cada 
casa um fogão a lenha e em cada telhado uma chaminé.    
Foto 06 - Rua Nove de Julho entre as Ruas Conde do Pinhal e Major José Inácio    

Para conseguir algumas fotos das chaminés caseiras, tive que pedir ajuda aos
meus amigos que possuem acervos fotográficos da São Carlos antiga.  E assim
 foi possível montar este breve registro do centro e de alguns bairros da cidade,
 com recortes das fotos originais.  Os fotógrafos que começaram a história 
fotográfica de são Carlos, a fotografaram, mas não  as chaminés caseiras, pois 
sempre houve coisas muito mais interessantes para  serem fotografadas..   

REGIÃO CENTRAL

Anos 50, à direita da Livraria Brasil, ficava o Café do Centro, bar que era o ponto de encontro dos amigos para o cafezinho, o aroma que saía da chaminé avisava que mais um café de bule tinha acabado de ser preparado.  . Foto 07 - Av. São Carlos, entre as Ruas Sete de setembro e Marechal Deodoro


Ao lado da Catedral, em um sobrado tradicional onde, no térreo, foi a Casa Brasileira e hoje, a Farmácia Natureza,  nos anos 70, a chaminé ainda compunha a construção original do prédio. Foto 08 - Av. São Carlos esquina com a Rua  13 de Maio
  
Defronte a Praça Coronel Salles, no sobrado que foi a Casa Bancária de São Carlos e hoje PREVCRED, nos anos 50, a chaminé ficou registrada na foto.  Foto 09 - Esquina da Av. São Carlos com a Rua Major José Inácio


Fotografar as chaminés para que? Elas ficavam escondidas atrás das casas e só eram fotografadas quando nos fundos da casa ocorria alguma festa ou catástrofe, como na foto que é registro de uma enchente no Córrego do Gregório, em 1945, e a correnteza levou parte da casa. Foto 10 -  Rua  Treze de Maio, esquina com a Rua Aquidaban


Em uma foto do final dos anos 60, que mostra um pouco da região oeste da cidade, atrás da Catedral, algumas chaminés resistiam à modernidade.  Foto 11 -   Rua Conde do Pinhal, entre as Ruas Episcopal e Nove de Julho.

Final dos anos 70 e início dos 80, quase vista pela frente da casa, mas mais construída na parede do fundo, essa é uma das poucas chaminés que foi fotografada próximo da Igreja São Benedito ...  Foto 12 Rua Santa Cruz, entre a Av. São Carlos e rua Episcopal
      VILA NERY

Anos 30, na cozinha da Escola Industrial Paulino Botelho, havia um fogão a lenha e uma chaminé. A cozinha também atendia as alunas e alunos que faziam os cursos de Arte Culinária. Foto 13 -  Rua Marechal Deodoro, entre as Ruas Totó Leite e Maria Isabel de Oliveira Botelho - Vila Nery.

    
Na casa que fazia fundos com a Padaria Miramar, no início dos anos 50, a chaminé assistia o bonde chegar, fazer o balão e voltar.   Foto 14 -  Praça ARCESP ou Balão do Bonde,  Vila Nery  
VILA PUREZA

Em 1951, as chaminés viam a construção da Praça Dr. Christiano Altenfelder da Silva,  "Praça da XV". Nos anos 60, a casa da esquerda foi o SAMDU, Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência, e nos anos 70, a lanchonete Porão Lanches. Foto 15 - Rua Aquidaban, esquina com a Av. Dr. Carlos Botelho.  
VILA PRADO

Anos 60, era época das quermesses na Igreja Santo Antonio. As barracas estavam sendo construídas e a chaminé foi testemunha de todo o trabalho preparativo e das festas. Foto 16 - Rua Ananias Evangelista de Toledo, entre a Av. Sallum e Rua Dr. Gastão de Sá.



Os primeiros concorrentes às chaminé caseiras começaram a aparecer em meados dos anos 40. Os fogões a querosene prometiam muito e a principal marca era a           Fotos 17 e 18                                                                                                                                                                   


Em uma das laterais tinha um reservatório para o querosene. Para acender os queimadores, era necessário pressurizá-lo através de uma bomba semelhante às de encher pneus de bicicletas. No início dos anos 50, na casa dos meus pais teve um, e eu me divertia acionando a bomba do reservatório. O querosene mais conhecido nos anos de 1940 e 1950 era                                                                                                                                                                            Embora muito fácil de usar e de evitar o trabalho árduo do corte da lenha com o machado, o fogão a querosene não chegou a fazer frente para os fogões a lenha.      Fotos 19 e 20  


Nas décadas de 40 e 50, os fogões elétricos também foram concorrentes das chaminés, também evitavam o corte penoso da lenha e produziam muito calor, Mas eram tidos como luxo e portanto caros.  Foto 21  



Também não chegaram a diminuir a quantidade de chaminés, e uma das marcas era       Foto 22
                                         
                                              Em 1958, chegou em São  Carlos a        Foto 23


 Ela vendia os produtos                                                                                     Fogões a gás das marcas ALFA, DAKO, COSMOPOLITA, PATERNO e as cotas dos dois botijões. Inicialmente, instalou-se na Av. São Carlos, 2112,  no centro da cidade. No começo houve o choque do novo e não vendiam. As pessoas temiam por não conhecer o novo produto. Mas meu pai, Alfeo Cyro Röhm, já havia visto há alguns anos a chegada dos fogões a gás de rua em São Paulo   e também os de botijões, em Ribeirão Pires - SP. Conhecedor do bom funcionamento, comprou o primeiro fogão a gás da ULTRALAR, um PATERNO e os vendedores comemoraram! Como ele era muito conhecido por trabalhar com refrigeração na cidade e região, passou a servir de referência, e aí as vendas foram acontecendo.    Fotos 24 e 25


Os preços eram convidativos e parcelados, a ideia da rede de lojas era popularizar o fogão a gás. E aquilo que os fogões a querosene e elétricos não conseguiram, os a gás passaram a fazer e ir substituindo os fogões a lenha e as chaminés. A forma de contar para os vizinhos que o fogão a gás havia chegado, era mandando  retirar a chaminé do telhado. Ter chaminé era só para os antigos e desatualizados. Os fogões a lenha até continuavam nas cozinhas como lembranças de um tempo que passou, ou de apoio para as panelas, mas as chaminés eram retiradas.   Na foto, é a participação da  ULTRALAR na 1ª Feira Industrial de Amostras de São Carlos, em 1964.   Foto 26


Em 1969, a ULTRALAR - ULTRAGAZ já estava na Rua Sete de Setembro, defronte
à praça central,  Praça Coronel Salles, que estava em reforma e bastante próximo do 
primeiro endereço.
E as vendas foram crescendo.     Foto 27 
      



No final dos anos 80, as poucas casas que ainda tinham chaminé foi porque ficaram fechadas durante muitos anos e o fogão a gás não chegou. Esta foto é uma raridade! A chaminé está sobre as paredes frontais da casa, ela está até um pouco camuflada pelos galhos da arvore,  Foto 28 - Rua Marechal Deodoro, esquina da rua Rui Barbosa     


mas aí está o detalhe dela.   Foto 29 


E São Carlos que era assim:       Foto 30



Em poucos anos ficou assim,   Foto 31 -  Igreja Santo Antonio, Av Sallun, entre as Ruas Ananias Evangelista de Toledo e Antonio Botelho  - Vila Prado.
quase sem chaminés.    
 Foto 32 - Estação Ferroviária, Praça Antonio Prado


Prestando bem  atenção, ainda é possível encontrar algumas  poucas chaminés pelos telhados de São Carlos. Elas estão principalmente, nos prédios tombados pelo Patrimônio Histórico ou em casas tradicionais, cujas linhas construtivas foram mantidas através dos anos. Ao lado do Mercado Municipal "Antonio Massei", no casarão localizado na Rua Jesuino de Arruda,    Foto 33


esquina com a Rua Episcopal, junto da parede posterior, lá está uma linda chaminé.   Foto 34

As chaminés caseiras de São Carlos foram como o Repórter Esso, "testemunha ocular da história", viram o nascimento da Cidade em 1857, a chegada da Ferrovia em 1882,  a inauguração dos Bondes em 1914, a demolição da Igreja Matriz, em 1949, a inauguração da Catedral em 1956, o Centenário da Cidade, em 1957 e a chegada da ULTRALAR - ULTRAGAZ, em 1958.                                                                                                                               Na casa dos meus pais também havia uma chaminé, ela começava a fumegar bem cedo contando que o feijão  já estava na panela de ferro. Que saudade!  Foto 35              
CRÉDITOS:
Fotos: 
01, 06, 08, 15, 27, 28, 29, 30 e 35  : Acervo de Valentim Gueller Neto
01, 06, 08, 09  11,30 e 35: Porceno Marino
02: Fogão a lenha com fogo - TELHAMAR
03: Fogão a lenha com chaminé externa Panela de Barro e Fogo de Lenha Meu Fogão a lenha
04: Fogão a lenha com forno -MUNDODASTRIBOS
05: Fogão esmaltado - WIKIPEDIA
07, 12 e 16: Acervo de Ocimar Pratavieira
09, 10, 11, 12, 13,  24, 27, 28, 31 e 32: Autoria ou Acervo do  Foto Arte - José João, "Alemão" 
14 e 26: Acervo do autor
17 e 20: Fogão a querosene  Mercado Livre 
18: Logo Cosmopotila - Mercado Livre
19: Querosene Esso - Mercado Livre
21: Fogão elétrico - OLX
22: Propaganda Gardini - OLX
23: Logo  ULTRALAR -  NOVO MILÊNIO 
24: Fogão ULTRAGAZ - FACEBOOK/ULTRAGAZ
25: Logo ULTRAGAZ - Televendas & Cobrança
33: José Alfeo Röhm
34: Niels Ant Sørensen
Participaram:
Maria Nazareth, Daniel e Lika Röhm
Valentim Gueller Neto

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 76.
                                                         Abraços, Alfeo.

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Estação 73 - Algumas Marcas Antigas de São Carlos - SP

| | Comments: ( 11 )

Com o passar dos anos, muitas marcas famosas nacionais e internacionais foram desaparecendo por falências, aposentadorias, mortes, fim dos negócios, mudança da razão social...Em São Carlos - SP, não foi diferente. Algumas marcas famosas dos anos 50 e 60 também desapareceram. No almanaque da cidade, de 1969, aparecem 192 propagandas dos estabelecimentos industriais, comerciais e prestadores de serviços, das quais apenas 23 (12%) continuam sobrevivendo. Em 46 anos muita coisa mudou e também muitas marcas deixaram de existir.  Abaixo segue representantes de algumas categorias  que foram marcas famosas e que hoje não estão mais presentes. Capa - Foto 01                                                                                                                      PARA AMPLIAR AS FOTOS, CLIQUE SOBRE AS MESMAS




SEGUEM REPRESENTANTES: 
 OS AÇOUGUES


Localizava-se na região das autopeças, próximo da Praça Elias Salles, ou  "Santa Cruz", era da época de vender banha. Foto 02
AS ALFAIATARIAS

No almanaque consta somente esta alfaiataria, mas entre os anos de 1940 e de 1960,  São Carlos concentrou o maior número de alfaiatarias do Estado de São Paulo, A razão disso, era a Companhia Paulista de Estradas de Ferro que comprava os uniformes dos ferroviários nas alfaiatarias de São Carlos. Foto 03


AS REVENDAS DE AUTOMÓVEIS

Foi líder do mercado automobilístico durante muitos anos, Localizava-se na Av. São Carlos, 760, próximo da entrada Sul da cidade. ..  Foto 04 

OS ARMARINHOS

Armarinho? Quase nem se ouve mais falar!  Eram lojas que vendiam miudezas destinadas às costureiras, botões, carretéis e retroses de linhas, zíperes, colchetes, alfinetes, agulhas...Localizava-se próximo da esquina com a Av. Sallum, ao lado da Igreja de Santo Antonio.  Foto 05





OS BARES

Foi o bar mais famoso da Vila Prado. Para vender sorvetes KIBON nos anos 60, tinha que ser requintado. Tinha o nome de "NAVIO" pelo formato do prédio que acompanha a confluência da Av. José Pereira Lopes com a rua Dr. Duarte Nunes, em aproximadamente 30º ou 40º; sua frente era o vértice do triângulo lembrando a frente de um navio. Foto 06



Era mais conhecido como "Bar do Arnaldo". Tinha localização privilegiada no centro da cidade. De um lado estavam o Fórum e a Prefeitura Municipal, na frente, a antiga Caixa Econômica Estadual, e nos arredores,  os bancos. Era  ponto de encontro  dos forenses, bancários e dos servidores municipais. Os fregueses mais tradicionais, amigos, se encontravam na parte interna do balcão, e os mais novos, nas mesas. Duas frases daquele bar: "O único que faz frente para a Caixa Econômica Estadual". "Aqui o bauru é um ex-touro." Foto 07


AS FÁBRICAS DE BEBIDAS:

Eram os refrigerantes da criançada, o preferido era o de maça, mas nas festinhas de aniversários todos eram bem vindos. Localizava-se na região da Estação Ferroviária.  Foto 08


A FÁBRICA DE BALANÇAS

Competia de igualdade com as balanças FILIZOLLA, VICRIS, CONFIANÇA e TOLEDO. Foi referência de endereço na cidade, e muitas vezes se ouvia: "Fica lá perto da fábrica de balanças."  Localizava-se entre as ruas Dom Pedro II e Rui Barboza.  Foto 09


A FÁBRICA DE BOLAS DE BOCHA

Marca muito forte principalmente entre os jogadores de bocha. da cidade e da grande região. Lcalizava-se na Vila Lutfalla, próximo do Centro de Especialidades. ao Sul da cidade.  Foto 10


AS LOJAS DE CALÇADOS

Durval Penedo era o proprietário e reinou durante muitos anos. Localizava-se na esquina da Av. São Carlos com a rua General Osório, "rua do comércio". Médicos, dentistas, advogados, bancários se encontravam na loja para escolherem os pares de sapatos. Os caixeiros levavam pilhas de caixas de sapatos nas residências para que as senhoras da sociedade fizessem as escolhas.    Foto 11                                                                                                                                                                                                                         


OS ESCRITÓRIOS DE CONTABILIDADE

Representou a honestidade na contabilidade. Empregava cerca de trinta funcionários. Alguns deles deram continuidade ao negócio montando novos escritórios. Localizava-se ao lado da Catedral. Foto 12


AS CONSTRUTORAS 

Quando se via que o tapume de uma construção era azul e branco, já se sabia, era da Construtora Arquitécnica. Essa marca se tornou muito forte e liderou as construções da cidade por um bom tempo.  Foto 13



OS CURTUMES

Marca que produzia couros para as selarias da cidade.  O bairro Monjolinho é a região onde localiza-se a UFSCar - Universidade Federal de São Carlos e  o Parque Ecológico, antigo Espraiado.   Foto 14


AS CHURRASCARIAS

O detalhe era o subsolo onde a moçada se encontrava nos finais de semana. Era um ambiente muito gostoso, animado e divertido. Hoje não conseguiria o alvará de funcionamento, não tinha ventilação e possuía somente a porta estreita de entrada.  Foto 15


AS ESCOLAS DE DATILOGRAFIA

Para ser alguém, tinha que saber escrever à máquina. A Escola Olivetti localizava-se em local nobre, no centro da cidade. Tinha sempre máquinas novinhas e os alunos eram os filhos dos profissionais liberais da cidade. O curso de datilografia do SESC, que tinha máquinas surradas, era para todos. O computador chegou e hoje, nem a Escola Olivetti e nem o curso do SESC.  Foto 16



A FÁBRICA DE DESINFETANTES

"LINKER", se tornou uma marca muito conhecida, Concorria com as grandes marcas, mas sempre garantia um preço competitivo  e assim foi ganhando muita freguesia.  Foto 17


AS ESCOLAS PROFISSIONALIZANTES

Essa marca se tornou um verdadeiro império na cidade. O curso de Química Industrial sempre foi o grande destaque e formou muitos alunos.  Localizava-se na esquina das ruas Dona Alexandrina e Treze de Maio, defronte à praça Coronel Paulino Carlos de Arruda Botelho,  próximo do Fórum e da Catedral. O Liceu Professor José Geraldo Keppe, tinha como sede um prédio histórico, o palacete Visconde Chunha Bueno, que em 1886, hospedou Dom Pedro II quando de sua visita imperial na cidade. Localizava-se próximo do centro, na rua Treze de Maio, 2319, esquina com a rua  Dom Pedro II. Foto 18


AS LOJAS DE ELETRODOMÉSTICOS

Foi a primeira loja de eletrodomésticos de outra praça a instalar-se na cidade. Venceu todas as barreiras e se tornou uma marca de destaque. Foto 19


A GERADORA DE ENERGIA ELÉTRICA

Foi a marca que gerava energia elétrica e operava os bondes de São Carlos. Era mais conhecida por CPE. Sua sede era no centro da cidade, próximo da Câmara Municipal.   Foto 20


A FÁBRICA DE ESPELHOS

Marca regional, era a única fábrica de espelhos em um raio de 100 Km. Localizava-se ao lado da Escola SENAI "Antonio Adolpho Lobbe" e próximo do pátio ferroviário.   Foto  21


AS FARMÁCIAS

"CENTRAL", por que era no centro da cidade. Localizava-se defronte à  praça Coronel Salles e próximo da Câmara Municipal. Foto 22


AS FORJARIAS DE FERRAMENTAS  MANUAIS:

"CIAR", da família Ciarrochi. Era uma forjaria que, inicialmente, foi do lado direito da plataforma da estação ferroviária. Em 1965, foi desapropriada para a construção do viaduto "4 de Novembro",  e transferiu-se para a rua Coronel Julio Augusto de Oliveira. Fabricava ferramentas manuais para a cidade e região. Foto 23


AS LOJAS DE FOGÕES E GÁS

As lojas de venda de fogões e cotas com dois botijões de gás eram poucas, a "SUPERGAZ" se destacava na região comercial da cidade. Foto 24


OS FOTÓGRAFOS

Carlos Fonseca Grimberg deixou muitas saudades. Depois de ficar muitos anos na rua 13 de Maio, defronte à praça Coronel Paulino Carlos de Arruda Botelho, montou o estúdio em uma Kombi e a deixava estacionada dia e noite, no estacionamento daquela praça, sob as arvores. Inovou, e desenvolveu o método de fotos 3x4 coloridas em 5 minutos. Foto 25


OS HOTÉIS

Era muito requintado, tinha o maior salão de refeições da cidade que também  atendia festas de aniversários, batizados, bodas, casamentos, e confraternizações.  Nos finais de semana, o salão era dividido em duas partes e a menor se tornava uma pizzaria para as famílias e casais de namorados. Foto 26


AS LAVANDERIAS

Nos anos 60, já fazia o "leva e traz", no início da semana retirava nas residências as peças de tecidos para serem lavadas, e na sexta-feira ou sábado as devolvia lavadas e passadas. Foto 27


OS LABORATÓRIOS

Era do tempo  que as seringas hipodérmicas eram de vidro e reaproveitadas, do tempo que para se fazer um simples hemograma, o resultado levava  no mínimo três dias. Foto  28


AS LIVRARIAS:

Era uma livraria que localizava-se bem no centro da cidade, vizinha da Casa Rádio-Luz e ao lado da praça Coronel Salles.  Foto 29



AS FÁBRICAS DE MÁQUINAS  

Destacou-se na fabricação de prensas excêntricas, localizava-se defronte à praça Itália, na entrada Sul da cidade,  Foto 30



AS LOJAS DE MATERIAIS ELÉTRICOS

Ocupava uma das principais esquinas do centro da cidade, rua Sete de Setembro com a rua Dona Alexandrina. Vendia também rádios a válvulas da RCA Victor e as geladeiras Frigidaire.  Foto 31



AS MERCEARIAS

Inovou, passou a embalar tudo aquilo que era vendido em sacos abertos de 60 quilos em embalagens de 1 quilo, e de mercearia, passou a ser o primeiro "peg e pag" da cidade. No centro da cidade só havia aquele estabelecimento de secos e molhados, e nos arredores, estavam o Colégio São Carlos e os bancos da cidade.  Foto 32


Ficava defronte ao Mercado Municipal. Sua freguesia era principalmente a colônia japonesa. Também eram fregueses,   as pessoas dos sítios e fazendas, cujos caminhões disputavam uma vaga quando as traziam, e depois as buscavam com suas compras.  Foto 33



AS IMOBILIÁRIAS

Marca muito forte e empreendedora no mercado imobiliário. No final dos anos de 1970, lançou a ideia do primeiro shopping center de São Carlos, em uma grande área na Av. Getulio Vargas, próximo da sede do SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto.  Mas a cidade ainda não estava preparada para o empreendimento, e não vingou. A imobiliária localizava-se na região central da cidade a 100 metros da praça Coronel Salles. Foto 34



AS LOJAS DE MODA FEMININA

Aquelas perguntas costumeiras das mulheres; - Onde você comprou? - No Junes. Era o suficiente, por que Junes era marca de qualidade. Localizava-se entre as ruas Geminiano Costa e General Osório.  Foto 35


Além de vestuários e presentes, também vendeu eletrodomésticos. Foi uma das primeiras lojas a vender discos de 78 rotações por minuto, aqueles prensados em cera de carnaúba com uma música gravada em cada lado e extremamente quebradiços. Em 1957, Essio Pallone, sócio da Modas Elmo, gravou um disco homenageando o centenário da cidade. Do lado "A", a música "O Centenário de São Carlos", letra de Essio Pallone e música de Herminio Facioli,  no lado "B", o samba canção "Cidade Sorriso", letra e música de Oswaldo Quirino. A instrumentação das duas músicas foi do conjunto Titulares do Ritmo. Foram prensadas muitas cópias pela gravadora de São Paulo, e a Modas Elmo as distribuiu gratuitamente para seus fregueses.  Foto 36


Se diferenciou pelo endereço, escolheu um local fora do eixo comercial, e também pelo atendimento e qualidade dos produtos, sempre teve uma grande freguesia fiel.Pertencia à família Ambrosio.   Foto 37


Era a marca da boutique destinada às noivas e localizava-se em uma das lojas externas do Mercado Municipal.  Foto  38

Primeiro, foi "A IDEAL", e depois passou a ser "NOVA". Localizava-se na rua  "do comércio", entre a Av. São Carlos e a rua Episcopal.  Foto 39



AS FÁBRICAS DE MÓVEIS

Especializou-se principalmente na produção de escrivaninhas. A marca MOYSTER foi a união dos nomes Moyses e Ester, proprietário e esposa da Empresa.  Foto 40


AS OFICINAS PARA VEÍCULOS:

O Fusca era o carro popular dos anos 50 e 60, a "SOVOKS" só atendia veículos da Volkswagen. Foto 41


AS ÓPTICAS

O óptico Luiz Paulillo Filho fez essa marca líder de mercado por muitos anos. As lentes de vidro eram lapidadas nas pedras das politrizes. Localizava-se defronte à praça Antonio Prado e ao lado da Estação Ferroviária. Tinha como vizinho, o Bar e Restaurante São Judas Tadeu.  Foto 42


AS PADARIAS:

"VENEZIA" dos irmãos Margarido,  foi a padaria mais tradicional da região da baixada do Mercado Municipal. Localizava-se a 50 metros daquele centro de abastecimento da cidade. Foto 43


AS FÁBRICAS DE PARAFUSOS

O número correto do prédio da fábrica "EMPYRE", na rua Padre Teixeira, era 3386, próximo da rua Monteiro Lobato, na Vila Nery. - Pertencia à família Araujo. Foto  44


O PASTIFÍCIO

Competia com as grandes marcas, Galo, Ádria e Renata. Tinha também um produto bem popular, o espaguete bem fino, que era embalado em pacotes  de uns 50 centímetros de comprimento por  uns 5 centímetros de diâmetro. O detalhe dos pacotes era o papel, tipo crepom em azul marinho fosco, e o rótulo em amarelo e vermelho. Esse macarrão, por ser popular, ficava sempre nas prateleiras inferiores dos armazéns e mercearias, mas era o mais procurado.  Foto 45



AS PECUÁRIAS

O grande centro abastecedor das fazendas era o Mercado Municipal e os estabelecimentos em seu entorno. A "AGRO-AVE" escolheu  diferente, instalou-se no centro da cidade tendo como vizinhos os bancos da cidade. Foi uma das primeiras a utilizar produtos químicos nas rações para canários para o refinamento das cores das plumagens. Foto 46



AS PENSÕES

Era uma pensão central. O lindo sobrado localizava-se  na Av. São Carlos, esquina com a rua Padre Teixeira, em diagonal com Escola Normal - Instituto de Educação  Dr. Álvaro Guião.  Foto  47 


AS LOJAS DE PNEUS

Foi a primeira loja de pneus  a instalar equipamentos para aferir o alinhamento da direção e o balanceamento das rodas Em São Carlos, localizava-se na região das lojas de autopeças da cidade, próximo da praça Elias Salles ou "Santa Cruz". Foto 48

Recuperava pneus avariados através de vulcanização, localizava-se  no início da Rua São Paulo, esquina com a rua Luiz Roher, próximo da Escola Estadual Arlindo Bittencourt, na Vila Monteiro.  Foto 49



OS POSTOS DE COMBUSTÍVEIS

É o único posto de combustíveis que consta do Almanaque. Localizava-se na principal avenida da cidade, próximo da entrada sul.  Foto 50



AS TECELAGENS

Foi uma das principais tecelagens da grande Vila Prado, localizava-se entre a ferrovia e o Ginásio Diocesano.  Foto 51



AS REFRIGERAÇÕES

Liderou o mercado de refrigeração regional por muitos anos. Equipou o Mercado Municipal, inaugurado em 1968, com balcões e câmaras frigoríficas.  Localizava-se a 100 metros do centro e tinha como vizinho a Imobiliária "José Santilli". Foto  52



OS RESTAURANTES

Localizava-se defronte à praça Antonio Prado e ao lado da Estação Ferroviária. Sua grande freguesia, em função da Companhia Paulista de Estradas de Ferro,  eram os viajantes .  Foto 53




AS SELARIAS

Arreios, cabrestos e selas, eram fabricados e comercializados, Servia principalmente a região Leste  da cidade. Localizava-se na esquina das  ruas Coronel Marcolino Lopes Barreto, e Conde do Pinhal.  Foto 54



AS SERRALHERIAS

Diferente das demais serralherias, fabricava as venezianas, portas, e batentes, em série; tinha muito mais característica de indústria. Localizava-se próximo da antiga fábrica da Faber Castell. Foto 55


AS SERRARIAS

As serrarias antigas foram envelhecendo e perdendo a vitalidade. Paralelamente, a Serraria São Carlos foi se tornando jovem e cheia de energia, passando a liderar o mercado madeireiro da cidade. A matriz localizava-se próximo da Estação Ferroviária e a filial, próximo da entrada sul da cidade.  Foto 56


AS SORVETERIAS

O idioma inglês já estava se fazendo bastante presente,  e surgiu o termo "CREMILK", devia ser uma junção de creme com milk. Sorvetes famosos, as pessoas saiam dos bairros para saborear os sorvetes próximo da Igreja São Benedito, na região comercial da cidade.  Foto 58



OS TRANSPORTES COLETIVOS

Começou no o final dos serviços dos bondes na cidade, início dos anos 1960, Inicialmente, apenas com algumas peruas Kombi fazendo o serviço de lotação, cresceu e passou a operar com  os ônibus. Foto 59n    



   OS TRANSPORTES DE CARGAS
                                                              
Foi a grande marca do transporte de carga da cidade.  Em 1971, quando a locomotiva a vapor BALDWIN foi transportada do pátio ferroviário de São Carlos para a Praça Brasil, na Vila Nery, o transporte foi feito por um dos caminhões do Expresso São Carlos, sendo o motorista o Aureliano Fernandes, o "Sula".  Foto 59




AS TIPOGRAFIAS


Pela quantidade de propagandas no Almanaque, é de se pensar que o mesmo foi impresso nessa tipografia. Localizava-se próximo do centro, entre as ruas Dom Pedro II e Rui Barbosa.  Foto 60

A FÁBRICA DE TRATORES

"CBT", tratores  que concorreram  com os das marcas FORD e MASSEY FERGUSON. A indústria possuia até um aeroporto pavimentado.  Contra-capa - Foto 61
Acabamos de fazer um passeio por um fascículo da história de São Carlos,
locais onde as pessoas  estudavam, trabalhavam, compravam, conviviam e se divertiam. 
Marcas que se instalaram, cresceram, geraram empregos, 
 pagaram seus impostos  e desapareceram.
Ficaram nas lembranças e nas saudades. 

Escreveu o almanaque de São Carlos de 1969   Foto 62 
CRÉDITOS:
Fotos:
01 à 62:  José Alfeo Röhm
Pesquisa:
Almanaque de São Carlos de 1969 - José Carlos Comenale
Foto 07 - Referência sobre os amigos e as frases do Big Bar: Sergio Paulo Doricci
Foto 18 - Referência sobre o Liceu Professor José Geraldo Keppe: Antonio Carlos Lopes da Silva
Foto 30 - Referência sobre a praça Itália: Antonio Carlos Lopes da Silva
Foto 33 - Referência sobre os fregueses de sítios e fazendas: Antonio Carlos Lopes da Silva
Foto 36 - Referência sobre o disco de Essio Pallone: Revista Kappa Magazine, Ano 3 Ed 59-Nº11-Páginas 38 à 40
Foto 37 - Referência sobre a família Ambrosio: Anna Cavazini Röhm
Foto 46 - Referência sobre a utilização de produtos químicos nas rações de canàrios: Antonio Carlos Lopes da Silva
Foto 40 - Referência sobre a marca MOYSTER: Valentim Gueller Neto
Participaram:
Anna Cavazini Röhm
Antonio Carlos Lopes da Silva
Carlos Vitor da Silva
Maria Nazareth, Daniel e Lika Röhm
Sergio Paulo Doricci
Valentim Gueller Neto


Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 74.
                                                         Abraços, Alfeo.

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