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    Acervo Valentim Gueller Neto
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Estação 41 - O Regresso ao Lar

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Depois de 41 anos, a locomotiva Baldwin, que permaneceu durante todo esse tempo na praça Brasil, na Vila Nery, em São Carlos - SP, voltou para as suas origens, a Estação Ferroviária - Estação Cultura. Foto 01


     Antes de ser a "821" da 
                                                                  
Companhia Paulista de Estradas de Ferro,
                                                                       foi a "7" da
       Companhia Estrada de Ferro do Dourado,
 a Douradense.
Fotos 02 e 03 

Do acervo do amigo Alberto Henrique Del Bianco, pesquisador
da  Douradense,  esta foto muito rara da "7" da CD,
 na  rotunda de Ibitinga.  Foto 03.1


Quando ativa na CP, servia o ramal entre São Carlos - Santa Eudóxia. Em 1949, a menina Elisabeth Storm e o menino Frederico Friedmann, alemães, moravam na fazenda Cascata, em Água Vermelha.  Elisabeth vinha estudar em São Carlos e o meio de transporte era o trem puxado por essa locomotiva, a 821 da Companhia Paulista. Foto 04 




Sobre essa carteirinha de passe da CP, o Frederico Friedmann, esposo da      Elisabeth há 50 anos, escreveu o manuscrito ao lado. Foto 05 












E em 15 de janeiro de 1967, o Frederico fotografou a filha  Matilde, sobre o limpa trilho da locomotiva M2 da Companhia Itaquerê, em Nova Europa-SP. Essa foto se tornou histórica, e  todos querem saber quem é a menininha da foto. É a Mathilde  Friedmann, com 5 anos. Foto 06 






Depois dessa pequena introdução, vamos à 821 da CP.
Ela foi doada pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro à Prefeitura Municipal de São Carlos, em 1971.
Foto 07 

















A inauguração como novo elemento da praça Brasil deu-
se em  7 de Setembro de 1971.  Na foto, o morador da Vila
Nery, Djalma Chinaglia, que acompanhou a chegada, e  o
 descarregamento da  locomotiva.  Foto 08

Na época, foi transportada por um dos caminhões  da
transportadora " Expresso São  Carlos". Não havia
 guinchos e "Munk", tudo foi  feito com  calços e alavancas
      de madeira. O motorista foi o Aureliano Fernandes,  o "Sula",
 o  mesmo   que trabalhou na Universidade Federal de
  São Carlos - UFSCar, por muito anos.



Inicialmente, o alambrado para evitar o acesso era de apenas de uma altura, mas em pouco tempo, precisou ser duplicado. Foto 09 - 1980 











E, depois de alguns anos, ganhou cobertura, e em junho de 2012, com a revitalização da Praça Brasil, a  Fundação Pró-Memória  decidiu pela transferência da locomotiva daquela praça, para a Estação  Ferroviária - Estação Cultura. Foto 10 






A saída foi lenta e cheia de dificuldades... Foto 11














A operação complicada de transferência da Baldwin e do tender foi realizada pela AZZOSIL  de São Carlos. O início foi no dia 25 de junho de 2012, por volta das 10h, com a retirada do tender.  Depois, até chegar próximo do gramado, a locomotiva foi puxada e arrastada sobre os trilhos, pois os mecanismos  estão travados e os rodeiros maiores não rodaram. Foto 12



O Frederico Friedmann , também
 foi dar uma mãozinha.... Foto 13 






Deslizava e tendia a descer das placas de aço que serviram de "ponte" sobre o gramado. Foto 14













Depois de muitas tentativas, foi içada por um guincho e puxada. Foto 15












No local onde ela estava, ficou o vazio... Foto 16 




O tender já havia sido retirado, e como as rodas
estavam soltas, ao ser puxado, rodou com facilidade sobre os trilhos e placas de aço. Foto 17 










E também por pesar bem menos do que a locomotiva, foi colocado sobre a carreta com mais facilidade. Foto 18 












Já estava escurecendo quando a locomotiva foi levantada e colocada sobre a carreta.   Foto 19 













No planejamento inicial, a carreta deveria sair da praça Brasil entre 16h e 16h30, mas com as dificuldades que foram se somando, o transporte teve início por volta das 21h. A rota alternativa foi descer a rua Marechal Deodoro, na contramão, entrando à esquerda, e também na contramão, na  av. São Carlos, até a rua Bento Carlos. Foto 20 






Entrando na mesma à direita e seguindo até a praça Antonio Prado, defronte à Estação, seguindo à direita pela rua Visconde de Inhauma,   Foto 21











até a rua General Osório, entrando à esquerda na mesma,e após uns cem metros,   Foto 22 














atravessou a passagem de nível e já estava no pátio  ferroviário. Foto 23













A locomotiva e o tender foram descarregados ao lado de uma via secundária e, na frente do armazém,
foram 12 horas de muito trabalho! Foto 24 










No dia 26, pela manhã, a locomotiva e o tender defronte ao armazém,  formavam uma imagem nostálgica. Foto 25 












No dia 28, por volta das 13h, teve início a operação de colocar a locomotiva dentro da plataforma. Foto 26 












A Baldwin foi colocada sobre um vagão prancha cedido pela ALL,  Foto 27














e transportada para a linha junto à plataforma.
Foto 28 















Para o acesso do guindaste foi construída uma "cama" de dormentes. Foto 29 














O guindaste se aproximou do vagão prancha para fazer o içamento da locomotiva,  mas as dificuldades eram grandes e o tempo muito curto. E, quando já estava tudo praticamente pronto para a remoção da locomotiva, chegou o aviso:
"O trem vem vindo"   Foto 30 









 Rapidamente, tudo teve que ser desmontado; o guincho afastado e o vagão prancha com a locomotiva em cima, puxado para o desvio próximo da passagem de nível da rua General Osório.  Foto 31








Depois que o trem passou, tudo recomeçou... Foto 32 














Na cabeceira direita da plataforma, a foto da Baldwin, e ela se aproximando à esquerda. Foto 33 












E novamente foi posicionada...  E chegou o aviso:      "O trem vem vindo"  Tudo foi mais uma vez desmontado e o vagão prancha foi empurrado desta vez, para o desvio existente próximo da praça Itália. Essas operações de montar e desmontar, por causa da aproximação de um trem, aconteceram no mínimo três vezes.  Foto 34






Finalmente, para ajudar no posicionamento do
guindaste, a locomotiva GP9 foi invertida, Foto 35 












e no final da tarde,  a locomotiva foi
 retirada  de cima da prancha,   Foto 36 




e descarregada na plataforma. Foto 37 













Deu sorte! Logo após o descarregamento, veio outro trem, a
  locomotiva estava com os faróis acesos. Foto 38 





 E  para encerrar a tarde,  a Baldwim foi virada.
Foto 39














No dia 06 de julho, foi a vez do tender, muito mais leve, foi transportado na própria prancha do caminhão guincho.  Foto 40 











Ela ficou MAJESTOSA,  de volta à plataforma!
As pichações já foram removidas e vai passar por uma recuperação. Vai ganhar pintura e os acessórios. A Elisabeth Friedmann, mãe da menininha da foto,  lembra-se das cores; a locomotiva era escura, talvez preta, e o tender, verde oliva. Os trilhos vão ser aqueles que ainda estão na praça Brasil. Futuramente, ela deverá voltar para os trilhos através do projeto "Caminho dos Pinhais".   Foto 41



VEJA MAIS:


Créditos:
Fotos:
01, 02, 10, 12, 15, 17, 18,
25, 27, 28, 29, 30, 39 e 40: José Alfeo Röhm
03:  DouradoCidadeOnline
03.1: Alberto Henrique Del Bianco
04, 05, 06, 11, 13, 14, 19,
20, 21, 22, 23, 24, 26, 31,
32, 33, 34, 35, 36, 37 e 38: Frederico Friedmann
07: José "Alemão" João
09: Acervo  Antonio Alfonso Luciano - José "Alemão" João
08:  São Carlos Agora - Djalma Chinaglia
16 e 41: Marina Dino
Colaboraram:
Alberto Henrique Del Bianco
Antonio Carlos Lopes da Silva
Carlos Vitor da Silva
Maria Nazareth, Daniel e Lika Röhm
Valentim Gueller Neto
Participação especial:
Frederico Friedmann
As fotos de autoria dele, futuramente também serão utilizadas no livro "Almanaque de São Carlos IV: Maria Fumaça 821 e outros temas", do pesquisador sobre a história de São Carlos,  Marco Antonio Leite Brandão - "Marco Bala".

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 42.
Abraços, Alfeo.

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Estação 34 - Uma Homenagem Natalina à Douradense

| | Comments: ( 2 )


Quase que não deu tempo! quem nos avisou do presépio de Dourado foi nossa prima Genoveva, a "Vevinha". Ela nos contou que ia terminar no dia 06 de janeiro, Dia dos Santos Reis. As chuvas fortes atrapalharam e eu somente consegui ir à Dourado - SP no dia 05 de janeiro, pela manhã e não pude ver "Os Brilhos de Natal" à noite.

Nos 45 anos da desativação da Companhia Estrada de Ferro do Dourado, os douradenses puderam reviver alguns momentos daquela ferrovia, através da homenagem que o marceneiro aposentado Wilson Aparecido Dictoro, o "Gudo", como é mais conhecido, realizou. Durante o ano todo de 2011, ele produziu todos os detalhes e em dezembro, montou a exposição. Há 50 anos ele monta presépios na igreja de Dourado e para o no final de 2011, fez algo maior, um trecho da Douradense, reproduzindo a Estação Ferroviária com os adornos natalinos. Foto 01         

OBS: Clique sobre as fotos que ampliam.




Houve até convite....
 










e uma carta à população, elaborados pela
  Profa. Celene Poli. Fotos 02,03 e 04



 O local, é sua residência na rua 7 de setembro, 588, esquina com a rua Santos Dumont, bem no centro de Dourado - SP. Como a casa fica num plano mais elevado do que o da rua, o Gudo construiu uma passarela de madeira, elevada, para permitir que as crianças visualizassem os 
"Brilhos de Natal". Foto 05




NA GARAGEM:

Na garagem e com a ajuda de alguns amigos que também são saudosistas da época do trem, resgatou boa parte da história
da                                                                               Fotos 06 e 07

 










Na parede ao fundo, o mapa mostrando os percursos da Ferrovia e um prumo, ferramenta usada por pedreiros na construção de paredes, Foto 08














a locomotiva número 1, pintada na parede pelo artista plástico Luciano Castelucci, Foto 09









 o logo da Douradense em bronze sobre uma placa de madeira nobre entalhada, Foto 10






a placa original da rua onde ficava a Estação, hoje rua Dr Marques Ferreira. O Gudo me contou que ele era médico em Dourado e faleceu em um acidente com seu carro e um trem; e que ambos na época andavam bem devagar...  Foto 11






Na parede da esquerda, uma pia e algumas molduras de madeira que eram utilizadas nas residências, nos anos da EFD.       Fotos 12 e 13










Sobre o piso, uma coleção de ferramentas
originais da CEFD  propriedade do Sr. Celso Poli Filho. Foto14







Também da mesma coleção, um apito de
máquina a vapor e um eixo de rodas. Fotos 15 e 16



                                 
                                                                              


E na parte posterior do acervo de ferramentas, sobre um aparador junto à parede,
um livro de autoria da Profa. Marjory Silvestre Pereira  com os registros em
manuscrito dos nomes dos ferroviários da Douradense e recortes
de jornais com notícias da Ferrovia. Fotos 17, 18 e 19

                                                                                            


No piso revestido com areia, uma maquete
simbolizando uma pequena cidade e uma ferrovia. Foto 20
                                    

E no vão da parede direita da garagem, os adornos natalinos entre cipós e vegetações. Foto 21














NA VARANDA:
Na varanda e no outro lado daquele vão, outros adornos natalinos, e quando noite, os brilhos das centenas de leds instalados pelo Tavano Neto, promovia a magia do Natal.
Foto 22















E entre as cabeceiras, a representação do trecho da 
Douradense entre  Novo Horizonte e Dourado.  Fotos 23 e 24
                                                                       


No trecho, o Gudo construiu uma ferrovia, a Douradense,
com uma réplica da locomotiva N 1 e um carro de Papais Noéis.  Foto 25

O maquinista e o foguista, também eram  Papais Noéis... 
A locomotiva ganhou um motor de portão eletrônico que
permitia ela ir para frente - Novo Horizonte,   e para traz -
Dourado.         Quem fez o o trem andar foi o eletricista
Carlos De-Vita. Foto 26                                                                       
  
                                     E os passageiros... Foto 27
                                  



Na plataforma, o prédio da Estação com todos os detalhes da original. 
Toda a decoração natalina foi construída principalmente de madeira.   
A Marcenaria "Móveis Imperial"  dos sócios Antonio Carneiro e Anesio
Santiago,serviu de apoio para a fabricação e montagem das peças. Foto 28

Módulo esquerdo                                           Módulo central                              Módulo direto
                                     Foto 29                                                                                  Foto 30                                                       Foto 31
                                                                

E na frente da porta principal,
o quadro da Santa Família,
recortado pelo Gudo e pintado pelo
Luciano Castelucci. Foto 32

Nos espaços laterais da Estação,
a família Noel esperava o trem.
Fotos 33, 34 e 35
                                                             


E este é o Gudo, pessoa simples, simpática e fraterna.
Com suas habilidades, criatividade e ajuda dos amigos,
resgatou para Dourado-SP, a história da Douradense. Fotos 37 e 38

Como comentei no início, não pude ver "Os Brilhos de Natal" à noite,  mas
 a Lu Mascaro, de Dourado, em 27 de janeiro, me presenteou com
 essas fotos noturnas  fantásticas. Obrigado Lu! Fotos 39, 40,  41, 42 e 43 

















































































Agora, veja o vídeo:


Se você quiser assistir todo o evento,
confira os vídeos:

Início e Banda Marcial de Dourado

Profa. Marjory Silvestre Pereira  e Papai Noel

Coral Multi Cantos

Fogos e trem em movimento

Fotos noturnas


Veja mais:
Gudo 01
Gudo 02
Luciano Castelucci
Douradense



Outros amigos se juntaram nos "Brilhos de Natal",
o Maestro Ronaldo e a Banda Marcial de Dourado,
 a Profa.Claudia e o Coral Multi Cantos, a Sra. Rose Vernaglia,
foi o  Papai Noel,  o Sr Trajano Santa
  Rosa, apresentou o evento,...,   e o Povo. 
Todos formaram uma grande UNIÃO
pelo Natal e pela Douradense.

REVIVER  A

 FEZ  PARTE  DO  NATAL
 DOS  DOURADENSES.
                                        Foto 44

Para dezembro de 2012, o Gudo está prometendo uma nova
decoração de Natal. Dourado é uma cidade muito hospitaleira,
tem 9049 habitantes e fica no centro do Estado de SãoPaulo.
Clique aqui, e veja como chegar.

Créditos:
Fotos:
01 a 06, 08 a 36 e 38: José Alfeo Röhm
07 e 44 - Logo CD: DouradoCidadeOnline  Luiz Fernando Varella / Alberto Henrique Del Bianco
37 e vídeos: Fatima Fotos e Vídeos Digitais - Dourado-SP - (16)3345-3015 - 8166-1023
39 a 43: Lu Mascaro - Dourado - SP
Blogs:
DouradoCidadeOnline 
Luiz Fernando Varella
Sites:
Colaboraram: 
Daniel, Maria Nazareth e Lika Röhm 
Agradecimentos:
Fatima Fotos e Vídeos Digitais - Dourado-SP - (16)3345-3015 - 8166-1023
Maria Genoveva Ferro Freitas Foschini
Wilson Aparecido Dictoro, Gudo

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 35.
Abraços, Alfeo.

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