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Estação 07 - “WAKAMOTO” - O Relógio da Escola Normal de São Carlos - SP

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Como aluno do Curso Primário da Escola Normal de São Carlos - SP, de 1955 a 1960, tive o privilégio de participar de dois eventos que já estão quase que esquecidos pelos são carlenses, o primeiro eu já contei na postagem anterior, e o segundo é este:
“WAKAMOTO” - O Relógio da Escola Normal de São Carlos - SP


1958 - Cinqüentenário da Imigração Japonesa para o Brasil
Neste ano eu cursava o segundo ano primário do Instituto de Educação Dr. Álvaro Guião, a Prfa. Julieta Jensen era a nossa Educadora, o Diretor do Curso Primário era o Prof. Afonso Fioca Vitalli, e da Escola Normal o Prof. Antonio Stella Moruzzi, era Prefeito Municipal Dr. Auderico Vieira Perdigão.
Houve um dia daquele ano que todos os estudantes do IEDAG ou Escola Normal, foram levados pelos Professores para a esquina entre a Av. São Carlos e Rua Padre Teixeira, devia ser por volta das 10h, logo após o recreio. A concentração estudantil e de autoridades municipais era para receber da Colônia Japonesa um presente à cidade de São Carlos, pelos 50 anos da Imigração Nipônica para o Brasil.
Sobre esse presente, o meu Amigo Valentim Gueller Neto que também foi aluno daquela Escola, escreveu assim:
- "Em 1958, por conta da comemoração dos 50 anos da imigração japonesa para o Brasil, a Colônia Nipônica ofereceu à cidade e ao Instituto de Educação Dr. Álvaro Guião este magnífico presente: Um relógio em três faces sobre um enorme pedestal, em cuja base havia uma placa de bronze com alusões à data sob as bandeiras entrecruzadas dos dois países em alto relevo. E o relógio, que ficava à esquerda da entrada principal da escola na Avenida S. Carlos, ganhou dos estudantes do IEAG o carinhoso apelido de 'Wakamoto', nome de um remédio de origem japonesa à base de levedura de cerveja, muito popular na época."

Mais cinqüenta anos se passaram e em 2008 comemorou-se o Centenário da Imigração Japonesa para o Brasil, mas ninguém se lembrou do "Wakamoto", PATRIMÔNIO PÚBLICO!
Ninguém se lembrou porque ele sumiu, estaria completando cinqüenta anos... Mas como pode um relógio daquele tamanho sobre a torre em forma de delta sumir? Cada face do “Wakamto” deveria ter aproximadamente um metro de lado, e a torre em alvenaria construída com muita arte uns quinze metros de altura, portanto não coube num bolso, mas sumiu! Certamente a insensatez de alguém, ou de alguns determinaram o sumiço, o relógio foi retirado de seu pedestal, a torre foi demolida, e sumiram com ele e a placa de bronze. E hoje, ninguém sabe, ninguém viu... Mas a esquina onde aquela obra de arte ficava ficou empobrecida do relógio, da memória da cidade, e do respeito à Colônia Japonesa.
Todos os ex-alunos do IEDAG que conviveram com o "Wakamoto" sentem muitas saudades dele e gostariam muito de vê-lo novamente no alto de seu pedestal, isso estaria resgatando a memória estudantil da nossa cidade, o zelo pelo patrimônio público, e acima de tudo o respeito à Colônia Japonesa.

Você sabe onde está o "Wakamoto"?

Foto: Acervo Valentim Gueller Neto.

Abraços e até a próxima, Alfeo.

Estação 06 - O Parquinho da Escola Normal de São Carlos - SP

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A Escola Normal de São Carlos - SP é um dos prédios mais lindos da cidade, em 22 de março de 2011 completará 100 anos de sua aula inaugural!

Como aluno do Curso Primário de 1955 à 1960, tive o privilégio de participar de dois eventos que já estão quase que esquecidos pelos são carlenses.

O primeiro se deu em 1955 quando eu cursava o Jardim da Infância, a Da. Semírames, nossa Professora, nos contou que o Diretor Prof. Afonso Fioca Vitalli ia construir um parque infantil para que os alunos do Curso Primário brincassem na hora do recreio. Deu para perceber que ela não estava muito satisfeita, pois também falou: - "Estão inventando moda."

Como nossa sala de aulas ficava num dos porões com as janelas voltadas para a Avenida São Carlos, e a porta para o pátio onde o parquinho estava sendo construído, deu para acompanhar todas as fases da construção. Foi construído rapidamente e devia ter a forma de octaédro, tinha uma cerca de ripas de madeira e cada lado se alternava em verde e amarelo. Os brinquedos eram: Escorregador, gangorras e balanços, e no piso areia branca.
Todos os alunos do primário acompanharam desde o primeiro dia até a finalização a construção do parquinho com aquela vontade imensa de poder lá brincar, era como esperar o presente do Papai Noel.

O parquinho pronto, Da. Semírames nos informou que em cada dia da semana uma classe iria brincar nele no recreio. Mas eu percebi que já havia algo de errado, pois o Curso Primário no período da manhã tinha oito classes e a semana escolar seis dias, naquela época havia aula também aos sábados.

O tempo foi passando e nada de parquinho, hoje percebo que ele se tornou um risco pra as professoras, a Diretoria construiu, mas a responsabilidade sobre os alunos era delas.
Os pais se apegavam com o problema dos uniformes, as calças curtas ou saias azul marinho, camisas brancas com as iniciais C P I E no bolso do lado esquerdo do peito, meias brancas e sapatos pretos, tinham que estar impecáveis para o dia seguinte.

Assim o parquinho foi ficando fechado, e aquele aluno que pulasse a cerca para poder brincar era punido. Foram poucos os dias que a porteira se abriu para a criançada brincar, talvez nos Dias da Criança.

Em 1957 foi todo reformado para as comemorações do Centenário da cidade, mas só para as fotos, continuou fechado.

Hoje só faz parte das lembranças da infância, já não existe mais, mas as fotos que o Amigo Valentim Gueller Neto me enviou no início de fevereiro deste ano, me fizeram reviver com muita emoção o Parquinho da Escola normal.
Se já não bastassem as fotos, me encontrei nelas!

















Vista parcial do Parquinho da Escola Normal, eu estou bem no meio da cerca de madeira, o único de óculos.

















Da esquerda para a direita e de frente, o segundo sou eu, o terceiro meu primo José Luis Cavasin Raschelli, e o quarto meu irmão Sérgio.
















Na base da foto e de frente, o segundo sou eu e o quarto o meu irmão Sérgio.

..., eu tinha seis anos, que saudades!!!

Fotos: Acervo Valentim Gueller Neto.


Confira: http://www.histedbr.fae.unicamp.br/art03_19.pdf

O segundo evento eu conto na próxima postagem.
Abraços, Alfeo.