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Estação 79 - A Ferrovia do Sr Walter Scharf - II

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Quando, em 24 de   abril de 2010, eu fiz a Estação 08 sobre a maquete ferroviária do Sr Walter  Scharf, só foi possível postar nove fotos em branco e preto, integrantes da matéria da Revista Esporte Modelismo Nº 13, de 1984, que me foi enviada pelo amigo Flavio Cavalcanti, de Brasília, editor do site Centro-Oeste, Foto 01  

CLIQUE  SOBRE  AS  FOTOS   QUE  AMPLIAM
  

Eu não lembrava, mas em 17 de novembro de 2007, o amigo Paulo Roberto Guedes  de Camargo, de São Carlos - SP, me presenteou com um DVD, com alguns vídeos ferroviários e entre eles, um da maquete do Sr Walter que ele filmou em 7 de Setembro de 1988. O vídeo foi todo gravado em macro, mostrando muitos detalhes da maquete. Fiz a captura de algumas imagens e assim foi possível construir esta Estação que complementa a 08.  Foto 02 



Agora, vamos para a Estação para darmos um passeio pelos 210 metros de trilhos da maquete. Vamos embarcar nessa  litorina panorâmica e através dos vidros das janelas e do teto envidraçado, vamos contemplar alguns detalhes.  Foto 03 


Partindo da estação, Foto 04






 a litorina passa sobre os pontilhões sustentados em arcos; Foto 05 


depois,  pela área rural onde estão duas vias em planos diferentes. Foto 06



Ganha o elevado de  construção mais moderna, área da maquete que ainda estava sendo construída. Foto 07



Pelas janelas dá para ver a beleza do lago. Foto 08



e contorna um morro. Foto 09




Segue, e a visão é de um caminhão carregado e do motorista acenando para os que estão na litorina. E do outro lado,  uma torre de comunicação. Foto 10


Agora já podemos ver a entrada do pátio ferroviário,  Foto 11



A litorina passa pela via inferior, ao lado das colunas dos viadutos sustentados pelos arcos e a visão dos mesmos é fantástica! Foto 12



Chega  em uma segunda estação ferroviária e através dos vidros, é possível ver de um lado  uma composição de carga e do outro,  um trem de passageiros. Foto 13


Vai deixando o pátio ferroviário e através das janelas podemos ver um chalé europeu ladeado de pinheiros. Foto 14


Faz a grande curva em "M", da cabeceira da maquete pela via mais elevada, de onde é possível avistar-se os detalhes das vias elevadas. Foto 16



Saindo da curva, passa pela pequena vila e pelas janelas é possível ver as pequenas moradias. Foto 17



Entra na curva da outra cabeceira,    Foto 18


continua, Foto 19

até chegar novamente na estação para o desembarque. Gostou do passeio?  Foto 20 


Então agora, vamos fazer uma caminhada pela maquete para ver outros detalhes que não puderam ser vistos da litorina. Prédios da VOLKSWAGEN e da SIEMENS. Foto 21


Os barracos sobre o barranco, Foto 22


 No conjunto urbano, as edificações dos países frios.  Foto 23



Como o Walter ia com frequência  para a Alemanha e Suíça, Foto 24



ele tinha facilidade em trazê-las. Foto 25



Na pracinha, uma obra de arte sobre um octaedro.  Foto 26



A igreja em linhas mais modernas...Foto 27


e um quiosque ao lado de uma luminária... Foto 28


Entrando no pátio ferroviário, uma estação ferroviária moderna   Foto 29


e o virador de locomotivas. Foto 30



Próximo da linha, casinhas sendo construídas, Foto 31



com os trabalhadores fazendo o telhado, Foto 32


e no pé do morro:   Foto 33



e uma construção com pedras. Foto 34


Agora vamos ver aquilo que dá vida a uma maquete ferroviária: os trens. Foto 35


Pelos trilhos passavam composições da CP - Companhia Paulista de Estradas de Ferro,  Foto 36


da RFFSA - Rede Ferroviária Federal e       Foto 37


da EFS - Estrada de Ferro Sorocabana. Foto 38


Tinha também locomotiva a vapor Foto 39


e a diesel.  Para não cansar muito nessa caminhada, ficamos por aqui, mas se você quiser ver muitos mais detalhes, veja o vídeo abaixo com 30 minutos de imagens incríveis! No início dos anos 90, essa maquete foi desmontada, e o Sr Walter  transferiu -se para São Carlos onde passou a ser o Mestre dos ferreomodelistas de São Carlos - SP,  vindo a falecer em 22 de outubro de 1999.  Foto 40

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CRÉDITOS:
Fotos:
01: Revista Esporte Modelismo Nº 13 - 1984
Acervo: Flavio Cavalcanti - Centro Oeste
02 a 41: José Alfeo Röhm -  fotogramas do vídeo de   autoria
de Walter Scharf, gravado em 07 de Setembro de 1988
03, 04 e 20 e vídeo: Tratamento digital - Marina Dino dos Anjos
   
Vídeo: Walter Scharf, 07 de Setembro de 1988                                               Acervo: Paulo Roberto Guedes de Camargo -  Foto 41
Participaram:
Maria Nazareth, Daniel e Lika Röhm
Paulo Roberto Guedes de Camargo
Sergio Paulo Doricci

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 80.
                                                         Abraços, Alfeo.

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Estação 08 - A ferrovia do Sr. Walter Scharf I

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Em 12 de julho de 2007, por ocasião do XI Encontro de Ferreo- modelismo das Industrias Reunidas Frateschi LTDA, em Campinas - SP, eu e mais alguns Férreos Amigos fizemos uma homenagem através de um banner, ao Mestre do ferreomodelismo de São Carlos, segue abaixo:

HOMENAGEM A WALTER SCHARF

Nasceu em 04 de novembro de 1934, em AraçatubaSP. Era filho de Erwin Scharf e Elly Riemer Scharf.
Em 1959, com vinte e cinco anos começou a se interessar pelo ferreomodelismo e em 1982, começou a construir em sua casa, em São Bernardo do Campo, SP, uma maquete com 210 metros de trilhos, cinco planos e a possibilidade de operação de seis composições.
Em 1984, a revista Esporte e Modelismo Nº 13, fez uma ótima reportagem sobre essa maquete.








Leia aqui a matéria completa em PDF.












No início dos anos 90, Walter mudou-se para São Carlos – SP, onde passou a ser o Mestre do ferreomodelismo. Fez muitos amigos e ensinou a ferrovia em miniatura para outros tantos. Trabalhou, por vários anos, na Toalhas São Carlos.

Sua característica principal sempre foi transferir o conhecimento, aquilo que ele sabia, todos ficavam sabendo. Construiu naquela cidade cerca de vinte maquetes, desde as mais simples até as mais complexas e sofisticadas; a maioria preservadas.

Em 1998, começou a construir no salão aos fundo de sua casa, uma grande maquete. A idéia dele era fundar e sediar o Clube de Ferreomodelismo de São Carlos, obra essa interrompida em 22 de outubro de 1999, devido a sua morte, aos 65 anos.


PALAVRAS DOS AMIGOS:
AO MESTRE, COM CARINHO
* Era final da década de 70, adorava quando meu pai falava: “ vamos visitar o Walter “. Isso significava passar algumas horas hipnotizado diante de uma maquete maravilhosa , com mais de 200 metros de trilho, aquela que aparece na revista Esporte e Modelismo, Nº 13, de 1984.
O Walter e meu pai eram amigos antigos, trabalhavam juntos na mesma empresa, a extinta Limasa e morávamos perto, em São Bernardo do Campo. Partilhavam de hobbies parecidos, meu pai com os aviões e o Walter com os barcos e trens.
Ele era dedicado, minucioso nos detalhes e procurava a perfeição no acabamento. Detestava comprar pronto, desenvolvia seus relês eletrônicos, pintava sua grama, moía sua pedra e fabricava suas árvores e postes, esses das mais diversas formas. Suas ferramentas então, não existiam em, lugar nenhum, eram fabricadas por ele conforme a necessidade.
E assim fui crescendo sempre visitando-o e ele,sempre com uma paciência infinita, me explicando como tudo funcionava.
No início da década de 80 ganhei do meu pai meu primeiro trem, um brinquedo da Estrela denominado de Ferrorama, bem longe de um trem de ferreomodelismo, porém o Walter recebeu a notícia com grande entusiasmo e incentivo.
Más foi em 85 que tudo deu uma nova guinada, o procurei com um problema e segundas intenções. Precisava fazer um trabalho para Feira de Ciências da escola. Walter , você tem alguma sugestão ? perguntei, já torcendo pela resposta certa. “ Emerson , por que você não faz uma maquete? ” Meu sonho começava a se realizar.
E assim foi durante alguns meses; eu chegava da escola e lá estava ele em casa me esperando, ia para sua casa, e passava a tarde inteira aprendendo a arte do grande Mestre.
A Feira de Ciências passou e fui à sua casa para devolver o trem, vagões, transformador ( Frateschi e Atma) e outras peças que ele havia me emprestado, “ Você gostou do que fez? “ ele perguntou, É claro , não vou parar mais respondi, “ Então, tudo o que lhe emprestei é seu, como incentivo”. Nem pude acreditar.
As semanas, meses e anos que se seguiram foram maravilhosos na companhia do grande Mestre. Íamos na pedreira pegar as pedras, ele analisava pedra por pedra, como já sabendo no local exato que ela se encaixaria em sua maquete., tingíamos a serragem, montávamos as árvores e casas, ele sempre procurava desenvolver uma técnica melhor em tudo que fazia .
Minhas primeiras casinhas e torres de comando foram feitas com madeira de caixa de uva, que nas mãos dele ficaram ótimas. Lembro dos meus primeiros postes, “ Calma, Emerson, “a led” tem que ser soldada com paciência pois é muito sensível e pode queimar”.
Como era fluente em alemão e um ótimo conhecedor mecânico e elétrico, teve algumas vezes a oportunidade de ir a trabalho para a Suíça comprar e acompanhar o transporte de algumas máquinas, o que também lhe dava a facilidade de trazer novos trens, vagões e casas o que naquela época, aqui no Brasil era muito difícil de se obter.
Nos meus aniversários e no Natal, ele sempre me presenteava com um vagão, ou uma locomotiva. Lembro-me nitidamente do primeiro vagão, um da Frateschi, carregador de cimento Itaú, tenho até hoje.
Já tinha 13 anos e um amigo me disse: “ Você gosta tanto de maquete, porque você não faz modelação ? “, então fui atrás para saber o que era isso, entrei em um curso pela Volkswagen e comecei a estudar a arte, sem querer. Lá estava eu seguindo os passos do Mestre.
Os anos se passaram e o contato foi diminuindo até ser perdido totalmente, principalmente com sua ida para São Carlos.
Com a desculpa de falta de espaço e tempo acabei deixando de lado meu hobbie e minha maquete foi toda desmontada e encaixotada.
Alguns anos depois, mais precisamente em 99, fui procurado por um amigo para montar uma maquete. Já fazia algum tempo que não mexia com ferreomodelismo e estava destreinado, mas com tanta insistência dele acabei aceitando. Ao recomeçar, algumas lembranças vieram a cabeça, e a mais forte e marcante era a saudade do grande Mestre e amigo. Procurei a loja do Lupatelli, local onde íamos sempre, para ver se conseguia alguma informação do Walter, deixei meu telefone e alguns dias depois, inacreditavelmente recebi um telefonema do meu grande amigo.
Estava próximo do feriado do dia das crianças e ele insistiu que fosse para lá, também queria conhecer minha esposa e filhos. Não foi difícil aceitar o convite .
Marcamos o encontro na entrada da cidade, e fiz questão de refazer uma casinha para lhe presentear, a última casinha que tinha mostrado a ele antes de perdermos o contato.
A expectativa na viagem foi grande “ Como será que ele está? O que tem feito? “ e numa rotatória, em frente a uma banca de jornal, lá estava ele; na hora voltei a ser o aprendiz, e seu carisma inigualável conquistou minha família.
Seguimos para sua casa e fomos apresentados para sua amável companheira, Da. Emília. Nos trancamos no quartinho do fundo e novamente me deliciei em ver seus trabalhos, a qualidade estava bem superior daquela maquete que conheci quando menino. Nesses anos sua técnica se apurou não só na paisagem mas também na eletrônica.
Foi um final de semana de aprendizagem como antigamente, só que agora com uma certa pressa, me mostrou as novas ferramentas que desenvolveu, algumas bem simples outras mais arrojadas, controladores de velocidades, os novos circuitos eletrônicos que projetou, os lugares onde guardava tudo e todos os detalhes que faltavam para terminar a maquete que ele estava fazendo para a cidade, sempre com um esforço enorme de me passar o máximo de informação possível, pois assim ele era, aprendia para ensinar. Neste dia ficamos até e madrugada vendo os slides de suas viagens à Europa, paisagens que ele guardou na mente e reproduziu em várias maquetes.
O feriado foi maravilhoso e com tristeza chegou a hora da despedida, num abraço forte falei que tinha ele como um pai.
Uma semana depois recebi de madrugada uma ligação do Doricci dizendo que nosso amigo Walter Scharf havia nos deixado.
A pedido da Sra. Emília acabei a maquete em homenagem a São Carlos, pois, parece que adivinhando, ele havia me explicado tudo o que precisava ser feito para acabá-la e onde estavam guardadas todas as peças necessárias.
Tive a chance de depois de alguns anos me reencontrar, ter minha última aula e me despedir da pessoa que com amor me ensinou o ferreomodelismo, e em cima disso montei minha carreira e vida. São Bernardo do Campo, 2 de janeiro de 2007. Emerson José Tedesco Florio. "
* ...quando terminou a construção de minha maquete, depois de sete meses de trabalho perguntando a ele sobre o preço que ele iria cobrar, disse-me que mais valia a amizade que tinha nascido entre nós , do que o dinheiro que iria me
cobrar. Não me cobrou nada. Um amigo de verdade. São Carlos, 07 de fevereiro de 2007. Paulo Guedes.
"
* “Tenho grande admiração pelo ferreomodelista Walter Scharf, pela sua capacidade em ver nas coisas à sua volta sempre algo que serve à prática do hobby.São Carlos, 16/02/07 - José Roberto Couto Geraldi.”
* “Esse Mestre sempre está em nossa companhia. São Carlos, 12 de julho de 2007, José Alfeo Röhm."
* “Ao Walter Scharf (seu Walter), pelo grande amor que dedicou ao seu trabalho, pelos valiosos ensinamentos que nos proporcionou e pela sincera amizade que eternamente será lembrada.. – São Carlos, 04 de novembro de 1999 – Sergio Paulo Doricci.”
AGRADECIMENTOS:
* Ao companheiro Flavio Cavalcanti, do Periódico "Centro-Oeste", por ter resgatado a Revista Esporte e Modelismo Nº 13 – 1984, com a reportagem sobre Walter Scharf.
*Aos Ferreomodeistas de São Carlos e São Bernardo do Campo, que contribuiram para a realização desta homenagem.  
* Às Indústrias Reunidas Frateschi, pelo espaço no Evento


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Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 09.
                                                         Abraços, Alfeo.

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