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  • 1 Faculdade Dom Pedro II - São Carlos-SP (1928-2009)
    Acervo Valentim Gueller Neto
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    Acervo Valentim Gueller Neto
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Estação 99 - A Sinhá Moça

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A história da Sinhá Moça começou  Foto 01                                                                                                  CLIQUE SOBRE AS FOTOS QUE AMPLIAM


na  Usina Serra Grande, em São José da Lage,  Alagoas,  fundada em 1894. Foto 02 

Para o transporte da cana de açúcar e dos funcionários, existia a Estrada de Ferro da Usina Serra Grande.  Foto 03










Em 1907, a mesma comprou, através de um catálogo,  a locomotiva         Foto 04 
Aquela fábrica produzia locomotivas por encomendas,  também padronizadas e citadas no catálogo. A encomenda era feita por telegrama, onde eram informados o modelo da locomotiva, código telegráfico e acessórios desejados.  Meses depois a locomotiva chegava ao cliente. No catálogo da KERR STUART, a 928, era mencionada como "Brazil Type" (Nicholas Burmann, 2003)  Foto 05 


E,  na frota das locomotivas da EFUSG, passou a ser a Nº 1, com as seguintes características:   Peso: 12.600Kg  - Rodeiro: 2-2-2  -  Capacidade de carga: entre 60 e 70 toneladas  -  Modelo: 928  - Data de fabricação: 1907  -  Fabricante: Kerr Stuart & Co. Ld - London & Stoke   Foto 06 

No pátio da ferrovia,  manobrava vagões galera transportando cana de açúcar,  vazios,  Foto 07 

ou puxava o carro transportando os funcionários da Usina. Foto 08 

Trabalhou na EFUSG por 93 anos, de 1907 a 2000, ano que a ferrovia foi desativada. Foto 09 

Em 2007, tornou-se centenária e em 2008, mudou de São José da Lage, em Alagoas para Santa Cruz do Rio Pardo, em São Paulo.  Foi comprada pelo  Foto 10 


e em julho de 2008, quando aquele conjunto foi inaugurado com o posto de cobustíveis, restaurante, loja de coveniência e  centro cultural, participou da inauguração e foi batizada de     Foto 11
Por ser pequena,  encanta a todos 
que por lá passam. Foto 12 

DE SEGUNDA-FEIRA À SÁBADO


De segunda-feira à sábado, fica estacionada ao lado da loja de conveniência e, é possível ver suas braçagens,    Foto 13

rodeiros, Foto 14 

subir os degraus e entrar na cabine, onde estão os comandos e a fornalha, e através das janelas  com vidros e telas,  Foto 15 

ter a visão  do maquinista, dos trilhos e da réplica da Estação Ferroviária de Santa Cruz do Rio Pardo. Foto 16 

Atrás do tanque de água, o engate, Foto 17

e o freio de parada.  Foto 18 


Além de visitar a Sinhá Moça, é possível conferir o carro de segunda classe engatado nela, que foi construído      Foto 19 

tendo como modelos, os carros da Estrada de Ferro Campos do Jordão  - EFCJ, do início  dos  anos 1900. Foto 20 
Muito detalhado,   Foto 21 

bancos de madeira e janelas que abrem, subindo e descendo,  Foto 22 


e lustres da época no teto.   Foto 23 
AOS DOMINGOS

Aos domingos é o que há de melhor! Logo cedo o tanque de água da Sinhá Moça é abastecido. Na fornalha da caldeira,  são colocados pedaços de madeira, e acesa. Após umas seis horas, já com pressão do vapor estabilizada, das 11h às 16h, é  colocada em operação, e transporta os  passageiros por um percurso de um pouco mais que  100 metros. A viagem começa na Estação Kafé,    Foto 24 

e vai até a réplica da Estação Ferroviária de Santa Cruz do Rio Pardo, onde há um Museu.  Foto 25 



Com a placa,  Foto 26  

sinalização, Foto 27  

e a plataforma. Foto 28 



Na parede, mosaicos em azulejos registram momentos da história de Santa Cruz do Rio Pardo.  Estação Sorocabana Foto 29 

Praça da República, Foto 30 

vista panorâmica  Foto 31 


e Matriz de São Sebastião.  Foto 32 

Sob o mosaico, uma antiga sirene que faz parte do Museu. Foto 33 
VEJA O VÍDEO


PAINÉIS DA
 HISTÓRIA


Sobre a história de Santa Cruz do Rio Pardo, da Estrada de Ferro Sorocabana - EFS, e do Graal Estação Kafé não faltam informações São oito painéis, frente e verso, localizados na entrada do conjunto, e ao lado da ferrovia, com textos sobre: Estação Kafé -  Espaço Cultural, A Comida Caipira, O Doce Caipira, A Sociedade Cafeeira, Os Imigrantes Italianos, A Terra Roxa, A Estação Sorocabana, Sinhá Moça e o Vagão, e Alimentação sobre trilhos,   Foto 34 
Marcando o tempo, o relógio, com uma moldura linda.    Foto 35 

O jardim no entorno da Estação Kafé foi ricamente composto Foto 36  

e muito detalhado. Estando em Santa Cruz do Rio Pardo ou de passagem, não deixe de conferir:                                                                                                        SP 225 - Rodovia Engenheiro João Batista Cabral -  Km 316,5. Fotos 37 e 38 

Aos domingos, antes de ir, confirme se a locomotiva estará em operação, (14) 3372-1353. O Lugar do Trem esteve lá em uma terça feira de agosto, foi muito bom. Voltará em um domingo e vai fazer uma volta ao passado viajando no trem a vapor, vai ser ótimo!    Foto 39 

VEJA MAIS




FOTOS:
01, 12 a 16, 20 a 25
27, 35 a 37 e 39: Daniel Gobato Röhm
05 ,07, 08 e 09: Nicholas Burmann- Estações Ferroviárias do Brasil -Ralph Minucci Giesbrecht 
04, 06, 10, 11, 17 a 19, 23, 24,
26, 28 a 34  e 38: José Alfeo Röhm
FONTES:
Painéis existentes na entrada do Graal Estação Kafé                                   http://www.estacoesferroviarias.com.br/ferroviaspart_norte/efusinaserragrande.htm - Ralph Minucci Giesbrecht 
VÍDEO:                                                                                                                                                                 https://www.youtube.com/watch?v=c97MmNG7kjU - Jorge Luca  - You Tube
PARTICIPARAM:
Maria Nazareth, Daniel, Lika e Gabriel Röhm 


Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 100.
                                                         Abraços, Alfeo.

QUERENDO  UTILIZAR  AS  FOTOS,  OU  OS  TEXTOS,  FIQUE  A  VONTADE,  MAS,  CITE  OS  CRÉDITOS.

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Estação 48 - Algumas Relíquias Ferroviárias

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Para quem tem o vírus ferroviário rodando pelos trilhos da veias  e das artérias, tudo que é alusivo às ferrovias e ao ferreomodelismo é muito importante. Uma telha, um tijolo, um ladrilho, uma placa, um parafuso de fixação dos trilhos, uma pedra do lastro, um fragmento de argamassa de um acidente, tudo é disputado e quando conquistado, é guardado em lugar de destaque, como troféu. Em janeiro de 2012, o Jochen, amigo do meu filho foi para a Alemanha e foi visitar a MÄRKLIN. na cidade de Göppingen .Quando voltou,  me presenteou com essa medalha. Ele contou que na frente do Museu da MÄRKLIN, tem uma máquina, na qual se coloca uma moeda de  1 €,  e outra de  5 centavos de  €. Foto 01



                                          Gira-se a manivela e a moeda de   Fotos 02 e 03

                              

é prensada e transformada na medalha. Internamente, no museu, ela tem valor de moeda, e é possível utilizá-la para compras.

Na foto 01, ela está 2,5 vezes maior do que a original. É em cobre, tem 32mm de comprimento, 22mm de largura, e 1mm de espessura. Na largura, assemelha-se à moeda brasileira de 5 centavos de Real.  Foto 04


A ,  é a principal fabricante de trenzinhos elétricos da Alemanha;  foi fundada, em 1859, por 
Theodor Friedrich Wilhelm Märklin.  Era uma fábrica de brinquedos, como carrinhos, bonecas, cozinhas, navios, carrosséis, peões, etc. Em 1891, apresentou, na Feira da Primavera de Leipzig,  o primeiro trem de ferro elétrico em movimento, com os trilhos em forma de "8". Foi o início do grande sucesso, e  durante estes 122 anos, a MÄRKLIN vem mantendo a tradição de fabricar ferreomodelismo em corrente alternada, contemplando, principalmente, os ferreomodelistas alemães e europeus, que praticam o ferreomodelismo dos 3 trilhos. Ser presenteado com um suvenir com essa tradição, realmente é uma grande honra! Ela está guardada em local de destaque  juntamente com as demais lembranças ferroviárias, Logo 01



Este broche da SPR - São Paulo Railway,  e o distintivo abaixo, foram adquiridos na lojinha do Museu Ferroviário de Paranapiacaba, SP, no 14º Encontro de Ferreomodelismo, em 28 de novembro de 2009. A SPR começou a ser construída pelos ingleses em 15 de março de 1860; foi inaugurada em 16 de fevereiro de 1867  e administrada por ingleses, até 13 de setembro de 1946, quando foi    encampada pelo governo federal.          Foto 05 




Em 27 de setembro de 1948, passou a ser EFSJ -
Estrada de Ferro Santos Jundiaí.  Nota: Em 1880, meu bisavô, o engenheiro Karl (Carlos), Röhm veio da Alemanha para contribuir com os ingleses na operação da SPR. Foto 06





Peso para papel  com o logotipo da CP -Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Eu o comprei em 08 de julho de 2006,  no 3º Encontro de Ferreomodelismo de Bebedouro. A CP foi fundada por brasileiros em 16 de dezembro de 1867, e inaugurada em 11 de agosto de 1872. Operou até 1971, quando foi absorvida pela FEPASA - Ferrovias Paulista Sociedade Anônima.    Foto 07





Broche da CP - Companhia Paulista de Estradas de Ferro, foi presente do saudoso amigo Joel Nunes Prado em 12 de dezembro de 2009.     Foto 08




Chaveiro da automotriz A2 da EFCJ - Estrada de Ferro Campos do Jordão, foi adquirido em uma lojinha de artesanato daquela cidade em 19 de maio de 2008. A EFCP começou a ser idealizada em 1877, pelos médicos sanitaristas Emílio Ribas e Victor Godinho,  ligando Pindamonhangaba a Campos do Jordão. O objetivo era o transporte de tuberculosos para Campos de Jordão para serem tratados. Obtiveram a concessão em 1910, e a  construção iniciou-se no mesmo ano. Foi inaugurada em 15 de novembro de 1914. Provavelmente, foi a única ferrovia brasileira construída para o transporte de doentes. Hoje, é uma ferrovia turística administrada pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.     Foto 09



Broche da EFCJ, comprado junto com o chaveiro.  Foto 10



Chaveiro de uma das locomotivas a vapor  da EFCJ. Na lojinha de artesanato, eu procurei por um chaveiro da "Catarina", a primeira locomotiva daquela ferrovia, como não tinha, comprei esse. Foto 11




Chaveiro de uma locomotiva a vapor,  esse é de 04 de outubro de 2009,  da loja de conveniência do Posto  Castelo, em São Carlos. Foto 12



Ficha de desbloqueio das catracas da EFSJ - Estrada de Ferro Santos Jundiaí. Foi desenvolvida pela ferrovia para acabar com as filas nos guichês de compra de passagens. Eu a ganhei no final dos anos 50, do meu  tio Nelson Röhm, em Ribeirão Pires - SP. A EFSJ foi a sucessora da SPR, em 1946. Operou até 1957, quando foi absorvida pela REFESA, Rede Ferroviária Federal.    Foto 13







A ficha tem o diâmetro externo muito próximo da moeda de 10 centavos de Real.     Foto 14






Era interpretada mecanicamente pelos diâmetros e pelo peso.     Foto 15









Chaveiro e abridor de garrafas da AFA - Associação de Ferreomodelismo de Araraquara.
Eu o adquiri em 12 de dezembro de 2009,   na loja de ferreomodelismo "De Ponte" daquela cidade. A AFA é a mais antiga associação de ferreomodelismo da região. Iniciou com um pequeno grupo, em 1987, e  tornou-se pessoa jurídica, em 10 de março de 2009.  Foto 16



Broche do LIONEL RAILROADER CLUB, eu o recebi como brinde quando me tornei sócio daquele clube de ferreomodelismo. É grande, tem 75mm de diâmetro. A LIONEL é uma das mais antigas fábricas de ferreomodelismo americana, foi fundada em 1900 por Joshua Lionel Cowen, próximo de Cyty Hall. No início, fabricava trens alimentados por 110 volts. Evoluiu e durante estes 113 anos, vem mantendo a tradição de fabricar trens elétricos na escala "O", que operam em três  três trilhos e em corrente alternada.  No Brasil são poucos os praticantes em função do tamanho e a maioria é filiado ao CTT - Chamado aos Três Trilhos.    Foto 17







Este, é da edição de 2012 da Feira da Barganha de São Carlos. Houve dúvidas sobre o que era, e através da lista de e-mails do amigo  Wanderley Duck, os amigos de Araraquara, Geraldo Godoy e Rodolfo Brabetz esclareceram: 
Foto 18




 É um porta-relógio de bolso," patacão", que era instalado nas cabeceiras das camas das cabines dos trens da Companhia Paulista. Sua parte côncava era revestida com feltro, e servia para alojar o relógio do passageiro durante a noite.  Um requinte que pode ter sido exclusividade daquela ferrovia.  Poder dormir numa cabine dos carros da CP, era para poucos.  Foto 19




 Parafuso de fixação de trilho no dormente. Eu o encontrei há uns quatro anos,  próximo da passagem de nível da Rua General Osório em São Carlos. Está bastante oxidado e com a rosca desgastada.
Foto 20








Fragmento de argamassa, que se desprendeu da 
face frontal da plataforma da Estação Ferroviária de São Carlos, em 17 de julho de 2010, quando um vagão descarrilou e colidiu com a mesma. As letras estão em alto relevo e em negativo, como se fosse um carimbo. No tijolo onde ele estava assentado, haviam as letras em baixo relevo "MB".     Foto 21





Do mesmo acidente, em 17 de julho de 2010, um tijolo que foi arrancado da plataforma pelo vagão descarrilado. Neste, a marca da olaria é diferente; a primeira letra  é um  "N" invertido e, em alto relevo,  lê-se, "ИIERO".  O fragmento e o tijolo, provavelmente são da época da  reforma da Estação pela Companhia Paulista que a reinaugurou em  1908. Foto 22






E, em 26 de fevereiro de 2013, quando eu estava finalizando esta postagem, o amigo Luiz Carlos Porto, o "Tunão", me presenteou com essa almotolia da CP. Era utilizada para aplicar óleo em mecanismos ferroviários que necessitavam de lubrificação. Foto 23









São algumas relíquias ferroviárias sem grandes valores monetários, mas cada uma delas tem muitas histórias pra contar...


VEJA MAIS:
em português,
(clique no tradutor)

CRÉDITOS:
Fotos:
01, 13 e 14 e 15  Daniel Gobato Röhm
02 - Colnect
04 a 12, e de 16 a 23 - José Alfeo Röhm
Logos:
01: MÄRKLIN
Fontes:
SPR e EFSJ:  Novo Milênio
CP:  Álbum Ilustrado da CP - 1868 - 1918 e Marco Aurelio Silva
EFCJ - Locomotiva "Catarina": Campos do Jordão Cultura.com,br
LIONEL RAILROADER CLUB
 LIONEL
Wikipedia                 
Participaram:
Geraldo Godoy
Luiz Carlos Felicce
Maria Nazareth, Daniel e Lika Röhm
Jochen
Rodolpho Brabetz  
Wanderley Duck

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 49.
                                                         Abraços, Alfeo.

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