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Estação 23 - 1ª Feira de Antiguidades e Coleções de Araraquara

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Você é meu convidado, nos encontraremos no Museu Ferroviário de Araraquara no próximo domingo, 13 de fevereiro.




Leve suas coleções de gibis, disquinhos de plástico, discos de 78 RPM, LPs, chaveiros, garrafinhas, trenzinhos, brinquedos, tampinhas de garrafas, latinhas de bebidas, maços de cigarros, para expor.

Vai ser uma grande festa!!!

Depois eu conto ...





E foi um grande sucesso!!!

Foi uma Feira nostálgica e de muito saudosismo, os cinquentões e sessentões puderam rever muitos produtos que fizeram parte de suas infância e juventude.

Agora, vamos dar um passeio, começando da cabeceira esquerda da plataforma da Estação Ferroviária de Araraquara, para a cabeceira direita.

Aminando a festa " OS CHICOS"




O bar da Estação reabriu suas portas, sob o comando da Vera, Bisão e as duas lindas filhas.
Salgadinhos , refrigerantes e cervejas bem do jeito da EFA e da CP.











Saindo do bar, estavam as mesas com os aeromodelos do Ricardo, um mais lindo do que o outro!










Além da beleza, tem um alto grau de detalhismo e tecnologia e quando estão no ar, sendo pilotados por seus habilidosos pilotos, se comportam como aeronaves verdadeiras.








Continuando,
as maquetes da










puseram os trens nos trilhos.








Na seqüência, as
antiguidades do
Tachos que serviram para fazer aqueles doces de banana, goiaba, abóbora..
Barrica que serviu para armazenar vinho ou azeitonas, ....




Baleiro de vidro que ficava sobre os balcões de madeira das vendas e armazéns, luneta, máquina fotográfica de fole...











Ventilador, pratarias, maçaricos...














Telefones: O mais antigo é aquele dourado, tipo
"castiçal", de 1908, mas o "JK" vermelho também é raridade, foi fabricado pela Ericsson em homenagem a inauguração de Brasilia.









Relógios: Dois exemplares raros de parede.








Porcelanas: Pratos e xícaras inglesas e japonesas.














Vidrarias: Garrafão, garrafas de vinhos, licoreira, e bombonier.










Mobiliário: Espelhos, poltrona, cadeira de balanço e mesinhas.














Cristaleiras, rádios, sino e TV.

















A seguir, as mesas dos carrinhos:

Para os amantes do automobilismo, as miniaturas mais incríveis!







E nesta, o acervo do Rodrigo Reis do Clube do Fusca!















Agora, parte do acervo do Museu do Brinquedo do "Marcos Bomba":
Forte Apache, um dos maiores sucessos dos anos 60.









O Marcos Antonio Claudino - Marcos Bomba coleciona todos os tipos de brinquedos, mas os preferidos são os Fortes Apache. Foram eles que deram início à coleção,






Aqui, uma grande raridade, um trenzinho da dos anos 60, réplica do trem de luxo da Companhia Paulista, o trem "R". Mais à direita um trenzinho metálico e ao fundo e à esquerda, uma pipoqueira, ambos da
O acervo desse Museu é grande e Histórico!
Em primeiro plano, um trenzinho da ESTRELA. Ao fundo, outra grande raridade, um trenzinho dos anos 40 daMetalúrgica Matarazzo.









E também um Ferrorama clássico...















Os brinquedos de madeira que foram do meu filho Daniel e ao fundo, a composição METALMA.











As bicicletas: Caloi, Monark, Philips, muitos e muitos modelos, quadro simples, duplo, dobrável...














e para os mais saudosos, um velocípede!










Nesta banca, muitos e muitos gibis da coleção do Rodolfo Brabetz o "Bisão",














ele colecionou muitos e muitos títulos quando tinha a livraria "Passa Tempo" em Araraquara nos anos 80. O "Bisão" é eclético, coleciona gibis, monta maquetes ferroviárias, faz o paisagismo das mesmas ....







Lugar do Trem: Logo após os gibis, estava a mesa com os vagões, carro de passageiro e locomotivas LIONEL em escala "O" , exemplares de 1935 a 1960.










Além dos LIONEL, também estavam lá os fabricados pelo falecido ferreomodelista Linneu Floret.












A locomotiva elétrica, verde escuro ao fundo, é uma GG-1 fabricada em 1960, pesa 3,5kg, foi adquirida do Jorge Trens.











Caminhando, O Érico de Uberaba levou alguma relíquias:
Hoje é no teclado do micro, mas até os anos 80, era na máquina de datilografia. Entre as miniaturas de automóveis, destaque para a do
Karmann Ghia.








Uma eletrola portátil da Philips dos anos 60 do Luiz Carlos Felicce da AFA, está perfeita e tem o transformadorzinho para ligar na tomada. Ele a herdou do pai.










Ferreomodelismo: Para quem quis comprar e vender, tinha muita coisa...
Aqui o acervo do Beto Jr. da Fox Hobby de Bebedouro.










Nesta mesa do Denis W Esteves de Ribeirão Preto, além das miniaturas para o ferreomodelismo, havia também uma lanterna ferroviária a querosene, raridade!










Neste espaço, o Marcos do SHOPferreo expôs produtos Frateschi













Nesta mesa, "action figures" do Heverton da Total Collection , só os mais famosos!







Mais algumas antiguidades, bem no centro da foto, um tubo dourado de lança perfume...













Lata de biscoitos AYMORÉ e ferro de passar roupa a brasa...














E mais alguns gibis...















Chegamos na cabeceira direita da plataforma
e lá estavam as lambretas dos anos dourados do Rodrigo Salun. Até o motor é cromado!












Esta tem o compartimento para o pneu.












No estacionamento da Estação, também do Rodrigo Salun, os triciclos...













perfeitos para quem gosta de liberdade e aventura.







Agora, uma retrospectiva:



E o passeio terminou...


Créditos:
Fotos: José Alfeo Röhm
Logos: Google Imagem
Video: TVARA - YOUTUBE - Canal de lcfeliceazr

Colaboraram:
Daniel e Maria Nazareth Gobato Röhm
Rodolfo Brabetz - "Bisão"
Agradecimentos:
Marcos Antonio Claudino - "Marcos Bomba"
e companheiros da AFA - Associação de Ferreomodelismo da Araraquara

Obrigado pela sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 24.
Abraços, Alfeo.

Estação 22 - Trilhos Suspensos

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Em 22 de novembro de 2010 o Amigo Valentim
Gueller Neto me mandou essas fotos com o seguinte texto: "

"Prezados Alfeo, Zé Roberto e Antonio Carlos, seguem estas fotos da queda de um aterro.
Foi este meu tio que está ao teodolito quem as tirou e que também trabalhou arduamente na reconstrução do local. Infelizmente não há registro de data ou lugar, mas vale a pena ver os aparatos incríveis para a recuperação do estrago. Abraços. Valentim."

O Valentim me contou que o Tio Lazinho, tinha trinta e poucos anos quando fez esta série de fotos, e que ele nasceu em 14 de setembro 1914, portanto esses trilhos ficaram suspensos provavelmente entre 1944 e 1950.

Por estar com um teodolito, eu logo pensei que ele fosse engenheiro agrimensor ou topógrafo, mas ao lado da ultima foto você vai ver que a escolaridade dele foi bem diferente!



E os trilhos ficaram suspensos!



Quando as recebi estas fotos, enviei para alguns Férreo Amigos na tentativa de ter alguma notícia da data e local, e chegaram alguns respostas:

O Alberto Henrique Del Bianco retornou assim: "Única pista que é da métrica....."
e "Caros, pelo modelo da locomotiva provavelmente era a região de Marília para cima...não é muita coisa, mas... "
O Flavio R Cavalcanti comentou:"Talvez fosse mais prático consultar o remetente inicial, pois a família dele deve saber os trechos onde o tio trabalhou, e se havia afastamentos demorados de casa (maior distância). Interessante que os engenheiros inicialmente não dispunham de estatísticas pluviométricas do interior. Nem dos efeitos do rápido desmatamento sobre as regiões cafeeiras."
O Wanderley Duck respondeu: "Boa tarde, Alfeo, o que é visível nessas fotos é que se trata do ramal de bitola estreita da Paulista, só que ele era muito longo, porque ia de Itarapina até o Rio Paraná, fica muito difícil chutar se era próximo a Marilia, ou não.
E o Geraldo Godoy manifestou-se assim: "Amigo Alfeo. Eu não tenho a menor idéia de onde se deu o fato, mas aproveitei o tempo e dei uma melhorada nas fotos para o caso de você vir a publicá-las. Um abraço."

E nada se esclareceu!

Com o tratamento digital que o Geraldo Godoy da Regional da ABPF de Araraquara fez nas fotos, elas ficaram ótimas! Confira ao lado:
A tecnologia agora permite isso, mas é muito importante também valorizar os originais que envelheceram com passar dos anos e fazem parte da História. Assim nesta Estação, estará sempre à esquerda as fotos originais do Tio Lazinho, e logo a seguir à direita, a mesma foto com o tratamento digital do Godoy.



Neste recorte da foto anterior, é possível ver o detalhe de uma pessoa sobre a cabeceira da pequena ponte que não suportou o volume
d´agua e tombou sobre o leito do riacho.





A correnteza do riacho deve ter aumentado muito para provocar a a queda do aterro com a ponte.










O incrível mesmo, é que os trilhos ficaram suspensos, sem nenhum apoio, e nenhum trem passou sobre eles...



A recostrução desse trecho da ferrovia foi com aquilo que havia disponível na época, nos anos 40, tudo era a base do vapor e trabalho braçal.








Não se ve tratores, retro-escavadeiras, compctadores de solo; nos dias de hoje, chegariam até por helicópteros.








A madeira foi a responsável por toda sustentação de um trecho alternativo, não havia os andaimes metálicos e os macacos hidráulicos para suportar a reconstrução da ferrovia.



Todo material de apoio e as Equipes de trabalho, foram transportadas por uma composição a vapor da CP.








O alojamento dos trabalhadores, não foram carros de passageiros ou de turma, foram barracas enfileiradas.








As vigas de madeira foram ocupando o vazio deixado pelo aterro, e os trilhos reassentados.
A ferrovia precisava voltar a funcionar...





É interessante observar o comprimento das barracas enfileiradas, e provavelmente no lado oposto havia outra ala.








Para dar vazão às águas do riacho, uma estrututura muito mais resistente começou a ser construída.








Todo o trabalho foi manual, e transportado nos ombros e carriolas.










Os dormentes foram implantados um a um e o trecho alternativo da ferrovia foi ganhando forma.











As vigas de madeira passaram a ser o suporte dos trilhos.









E com todas essas dificuldades, os trilhos tinham que ficar alinhados e nivelados e rapidamente.
O Tio Lazinho com seu teodolito, era quem dava as coordenadas para que os assentamentos dos trilhos ficassem perfeitos.





Depois do traçado alternativo construído e certamente a ferrovia ter voltado a operar, a Equipe de reconstrução pode se preocupar com a recuperação do trecho original da ferrovia.






Uma nova ponte foi construída e muito diferente daquela de tijolos que ruiu com as águas.









Nota-se que que sob os trilhos do desvio estão as estruturas de madeira e mais ao alto um leito foi preparado sobre um novo aterro .






E também nesta imagem não são vistas máquinas para a movimentação e transporte da terra.











Obra de recuperação concluída!






Do lado esquerdo está o desvio alternativo apoiado na estrutura de vigas de madeira e do lado direito, o traçado original da ferrovia apoiado no novo aterro.





E o Valentim complementou:
" Tio Lazinho, Chamava-se Lázaro de Araújo Machado natural de Três Lagoas - MG, mudou-se para São Carlos com a família aos 3 anos, onde cursou o primário no Grupo Escolar Paulino Carlos, tendo pulado do segundo para o quarto ano direto, pois o diretor e professores acharam que seria um desperdício de tempo e capacidade um garoto inteligente como ele fazer o terceiro ano, algo inédito!
Ingressou na Companhia Paulista aos 19 anos e poucos anos depois fazia serviço de engenheiro em retificações de linhas, embora só tivesse o ginásio. Corria as linhas da CP, mas mantendo domicilio em S. Carlos . Faleceu em 22/10/1974."

Onde foi, quando?
Se você souber algo sobre esse acidente ferroviário, comente aí abaixo, ok?
 

 Et: A Sra. Iracema Araújo Guerller é irmã do Tio Lazinho e mãe do Valentim. Hoje ela está com 93 anos e foi uma das melhores telegrafistas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, mas isso é assunto para uma outra Estação...

Créditos:
Fotos originais: Tio Lazinho - Lázaro de Araújo Machado - Acervo Valentim Gueller Neto
Fotos com tratamento digital: Geraldo Godoy - ABPF - Araraquara

Agradecimentos:
Alberto Henrique Del Bianco
Flavio R. Cavalcanti
Geraldo Godoy
Wanderley Duck

 Mauricio Torres
 

Colaboraram:
Daniel e Maria Nazareth Gobato Röhm
Valentim Gueller Neto

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 23.
Abraços, Alfeo.