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  • 1 Faculdade Dom Pedro II - São Carlos-SP (1928-2009)
    Acervo Valentim Gueller Neto
  • 2 Bonde da Carne São Carlos–SP (1912-1962)
    Acervo Raymond DeGroot
  • 3 Estação Ferroviária de São Carlos-SP (1925)
    Acervo Valentim Gueller Neto

Estação 68 - Os Vizinhos De Uma Torre

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Em  6 de agosto de  2011, ganhei uma torre. Foi presente da minha Tia Mafalda que mora em Arujá - SP. Me foi entregue pelos primos Valtinho, Liliam e Guilherme, que vieram a São Carlos para uma visita .    Foto 01



















Do lado esquerdo da torre também vieram alguns prédios antigos,  Foto 02








com o detalhe do fio do  para-raios contornando o telhado.  Foto 03



Do lado direito da cobertura da torre,  Foto 04



também vieram o lanternim  de ventilação do telhado.    Foto 05


Ainda do mesmo lado,  entre o terceiro módulo e a cobertura,   Foto 06


veio um telhado, em forma de arco e o fio do para-raios na borda.   Foto 07



e entre o segundo e terceiro módulos,    Foto 08

acompanhou o presente, o telhado,  Foto 09



 com os detalhes dos vidros na  bandeira inferior. Foto 10


Do lado esquerdo do primeiro módulo, estão  passagens com suas partes superiores em arco, algumas pessoas no piso e escadas de serviços.  Foto 11


Alguns passos a frente das pessoas, também vieram duas calhas   Foto 12


e entre as duas,  uma placa de sinalização,    Foto 13

                                                               e um relógio.        Foto 13.1



Na primeira calha, também veio um trem... Foto 14




 e na segunda, outra composição. Foto 15
Ambas estacionadas nas plataformas para o embarque ou desembarque dos passageiros. Foto 16



Mas, voltando no lado esquerdo do segundo módulo da torre,  Foto 17


veio, anexo ao presente, uma moldura, Foto 18




onde  lê-se:                                        Foto 19


E aqui, todos os vizinhos que vieram junto com a torre. Tia Mafalda sempre soube da minha paixão pelos trens e aos 85 anos, pintou esse quadro para mim. Foto 20



No canto direito inferior, sua assinatura:  "MDR" - Mafalda Domingas  Röhm.,   Foto 21


A origem dessa tela começou quando a Tia Mafalda lia a edição número 15 - 2009,  da  Revista TELAS da  Editora Minuano.    Foto 22                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             

E, entre as 52 telas disponibilizadas pela revista  para servirem de base para novas pinturas,  na página 30, estava  a foto do quadro da  Estação da Luz, pintado pelo artista Marcos Zechetto . Foto   23



A revista publicou a foto    Foto 24



e também  a paleta das cores. Uma grande ideia!.  Na troca de e-mails com o Diretor da Editora Minuano,  Denis Minuano, ele me escreveu assim: "Nosso objetivo é sempre o de inspirar as pessoas a praticar sua arte."    Foto 25                                      
Na revista, a foto tinha aproximadamente,  12cm x 9cm  e     o  quadro ficou com  60cm x 80cm, 6,5 vezes maior.  O quadro, que são duas obras de arte, a Pintura e a Estação da Luz, traz nele muitas lembranças e emoções, pois foi pintado com as mãos e com a alma.  Foto 26  


Tia Mafalda Domingas Röhm também tem afinidade com ferrovia. Nasceu em Ribeirão Pires, - SP  em 1924. e na infância ela viveu a SPR - The São Paulo Railway Company, Limited,  através de parentes e amigos que nela trabalhavam. Depois de casada com meu tio Valter Campos Röhm,  quando voltava à cidade natal para rever os familiares, ia de trem e levava meus primos Ilza e Valtinho e contava para eles com orgulho,  dos sons dos trens perto da casa que morava, do cumprimento britânico dos horários que orientavam as pessoas,  e as mesmas substituíam os relógios pelos apitos dos trens, dos uniformes impecáveis dos funcionários, dos trens e da passarela metálica de Ribeirão Pires, trazida pelos ingleses. Na tela que pintou, ela reviveu todas essas lindas lembranças da infância e as representou em pinceladas. O objetivo da Editora Minuano e da REVISTA TELAS  nunca poderia ter dado tão certo! Pois em agosto de 2011, aconteceram duas grandes satisfações:  a da Tia Mafalda por me presentear com a tela e a minha, por ter recebido o quadro pintado pelas mãos e emoções dela.     Obrigado, Tia Mafalda!      Foto 27       


CRÉDITOS
FOTOS: 
01 a  21 e 26:  José Alfeo Röhm
22, 23, 24 e 25: Revista Telas -  Eduardo Fragoso e Hélio Norio
27: Acervo Valter Campos Röhm Filho- Autor desconhecido
PARTICIPARAM:
Maria Nazareth, Daniel e Lika Rohm
PARTICIPAÇÂO ESPECIAL:
Valter Campos Röhm Filho
AGRADECIMENTOS:
Editora Minuano - Denis Minuano

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 69.
                                                         Abraços, Alfeo.

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ESTAÇÃO 67- IPÊS DE SÃO CARLOS SP

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Foram três meses de muitas flores, os Ipês alegraram a vida dos são-carlenses. Cada florada foi uma grande surpresa, primeiro os Rosas, depois os Brancos, a seguir os Amarelos e os Roxos. No final de setembro, alguns Ipês de cores diferentes  floriram juntos festejando a chegada da Estação das Flores.  Alguns amigos, meu filho e eu, fotografamos os Ipês floridos que estavam nas nossas rotas diárias e assim foi possível montar uma coleção com mais de 150 fotos.  O Lugar do Trem selecionou as melhores e os convida para esse passeio florido.    Foto 01

                                                                                      
                                                     
                                                                  

No início de julho, esse foi o primeiro Ipê Rosa escuro que floriu nos nossos caminhos.  Era mais visível através do estacionamento da padaria Guanabara que é vizinho de fundo da residência onde estava  a florada.    Foto 02


                                           

Indo para o centro da cidade, nos meados de julho, a Escola Normal - Instituto de Educação Dr. Álvaro Guião,  estava mais linda do que nunca,   Foto 03
e na quarta semana de agosto,   houve também a florada amarela.   Foto 04


                 


De passagem pelo Restaurante Vila Verde,  entre todos,  esse foi o único Ipê Roxo fotografado, Há alguns anos, eram a maioria, mas atualmente são mais raros.  Foto 05



Uma parada na Igreja São Benedito,  estava um verdadeiro cartão postal.   Foto 06

E três quarteirões acima, na

onde localiza-se a 
Estação Ferroviária - Estação Cultura,     Foto 07




da plataforma que fica 828,7m de altitude do nível do mar,  era possível ver as copas dos Ipês do Largo São Benedito.        Foto 08 




Na rota da Escola de Engenharia de São Carlos -  EESC-USP  para o Shopping Iguatemi, na antiga  e desativada Pedreira, o Ipê estava bem escondido entre a vegetação, mas se destacava por ser o mais alto e pela florada rosa.   Foto 09                                     
             

                                                                                                                           

De passagem pelos fundos da antiga Agência do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, dava vontade de levar o Ipê para casa...   Foto 10



                    


Um de nós,  indo para o trabalho, na confluência com a Rua XV de Novembro, o Ipê estava escondido, mas teve quem o viu e fotografou. Local popularmente conhecido como "Chácara do Juca"  Foto 11

                                                                     
                                                                                    

Indo na Padaria Dom Bosco, da rua, por cima do telhado, era possível ver parte da florada,     Foto 12


mas entrando no  no pátio da Escola Salesianos era possível contemplar, por inteiro, a magnitude da florada contrastando com o  azul do céu.    Foto 13



                                                                                     


Voltando do trabalho, por cima do telhado, entre as ruas Major José Inácio e Conde do Pinhal , essa obra de arte da natureza, mais parecia neve ou flocos de algodão.  Foto 14 


     


Num final de semana defronte à Chácara   São Valentim , o Ipê Rosa era o único e servia de referência de endereço  Foto 15


     
Onde há a maior concentração de Ipês Brancos de
São Carlos.    Foto 16




Pela manhã, a Alameda dos Ipês no Departamento de Engenharia de Produção - DEP  Foto 17 
A florada branca acontece apenas por dois ou três dias, logo após, as flores oxidam e caem,     Foto 18 


formando um lindo tapete sobre o gramado.    Foto 19


E ao entardecer, lembrava as regiões frias da Europa.   Foto 20




                                                          

Indo na Santa Casa, na esquina com a Av. Dr. Carlos Botelho, de copa pequena, por ser novo, alegrava a região.          Foto 21

Suas flores que caiam sobre o gramado,  formavam um lindo tapete bem brasileiro.  Foto 22


                                                             


Agora, parada nas esquinas com a Rua Sebastião    Foto 23

 e com a Rua XV de Novembro.   Foto 24


                                                                                    


E um pouco mais abaixo, confluência com a Rua Padre Teixeira, atrás da grade, bem pequeno e florido.     Foto 25


       


No caminho da  loja de embalagens, foram duas floradas, a amarela em meados de agosto     Foto 26




e a rosa no início de setembro.      Foto 27


      


Voltando da loja de embalagens, este Ipê aparentava ter flores amarelas e rosas, talvez um híbrido.  Quem passava por ele via uma beleza impar! Mas depois de observar bem, foi possível identificar que as flores rosas eram de uma Primavera que se ramificou pelos galhos do Ipê.   Foto 28

                                                         


Próximo à casa de amigos, na Rua do Bosque, onde aconteceu a florada amarela  no final de agosto  Foto 29

e no Bosque, a branca. no início de setembro   Foto 30

                


Na volta, as copas dos Ipês floridos se encontravam, formando quase um arco.    Foto 31


E bem próximo, o João de Barro construiu sua morada.  Foto 32


                    

Dia de vacina, defronte ao Posto de Saúde, rua de pouco movimento e que poucos passam. O Ipê Branco reinava sozinho e soberano.   Foto 33 


                                                   
        

        


 A beleza dos Ipês floridos  vistos durante o dia,  até se tornaram rotina, pois foram três meses de floradas. Mas as noites também foram alegradas por eles. Finalizando nossos caminhos,  próximo da Rua Miguel Petroni,   algumas vistas  noturnas  de   Foto 34                                                                                                         .


 um pequeno     Foto 35


Ipê Branco .                                                                                                   O forte calor do início de 2014, provavelmente contribuiu para as grandes floradas. Aqui, estão apenas 36 fotos dos Ipês que estavam floridos e que fizeram parte das nossos rotas diárias de julho a setembro., mas em outros caminhos, haviam muitos outros.   Foto36  
São Carlos através dos anos foi ganhando alguns cognomes: Em 1957,  centenário da cidade, ficou conhecida como " A PEQUENA GRANDE CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO",  nos anos 60, pela presença de muitas escolas, passou a ser chamada de "ATHENAS PAULISTA",  entre os anos 70 e 90, "CAPITAL DO CLIMA", nos anos 2000, "CAPITAL DA TECNOLOGIA" e,  em 2014, pela quantidade de Ipês, poderá ser chamada de "CAPITAL DOS IPÊS".


CRÉDITOS
FOTOS: 
01 a 03, 05 a 10, 13, 17 e de  21 a 36:  José Alfeo Röhm
04 e 15 Marina Dino dos Anjos
11, 12 e 14: Sergio Paulo Doricci
16 e de 18 a 20: Daniel Gobato Röhm
PARTICIPARAM:
Maria Nazareth, Daniel e Lika Rohm


Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 68.
                                                         Abraços, Alfeo.

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