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  • 1 Faculdade Dom Pedro II - São Carlos-SP (1928-2009)
    Acervo Valentim Gueller Neto
  • 2 Bonde da Carne São Carlos–SP (1912-1962)
    Acervo Raymond DeGroot
  • 3 Estação Ferroviária de São Carlos-SP (1925)
    Acervo Valentim Gueller Neto

Estação 53 - 6º Encontro de Ferreomodelismo de São Carlos

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Exclusivamente são-carlense, aconteceu nos dias 20 e 21 de julho de 2013,  o 6º Encontro Municipal de Ferreomodelismo.    Foto 01       Clique sobre as fotos que ampliam.


OS DESTAQUES:


O garoto Kalyel Vitturi, com 5 anos, encantou a todos com sua graça e simpatia. Na frente da sua  maquete havia um cartaz em homenagem ao avô, que faleceu em 03 de janeiro de 2013.
" MAQUETE EM CONSTRUÇÃO
Projeto e 1ª Fase da Construção: ANTONIO DE PAULA VITTURI
HOMENAGEM  AO  MEU  SUPER  AVÔ"
Vitturi, como era mais conhecido, era proprietário da "PATOTA BRINQUEDOS" em São Carlos-SP. Foto 02




Com 87 anos, o Sr. Antonio Joaquim Cruz montando sua maquete. Foto 03

OS DETALHES:

Em cada maquete detalhes primorosos e reais. Na maquete do Sergio de Lucca e do Albero Casale, uma locomotiva a vapor abandonada e enferrujada na entrada do túnel,   Foto 04


e uma locomotiva G12 rigorosamente na escala 1:87, e com pintura da Companhia Paulista. Só é fabricada sob encomenda pois é modelada em latão, pelo artista Rômulo de Souza.     Foto 05



Na maquete do Daniel Nave Buckwieser, o túnel em construção, e uma locomotiva V8 puxando o trem "R" da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.     Foto 06


Na mesma maquete, um vagão prancha transportando rodeiros de vagões.   Foto 07


Na maquete do Laércio e do Daniel Gonzales, o  carrossel é operacional, gira. Este playground é a área de lazer das crianças no entorno da  mini ferrovia.     Foto 08


Nos fundos da casa, a churrasqueira e a mesa para o churrasco do final de semana;     Foto 09


no pátio, os carros apreendidos.  Foto 10


E num cantinho à direita, muito bem caracterizado, o cemitério;   Foto 11


e do lado oposto, a feira com a barraca de abóboras.      Foto 12



O "Trem de Luxo" da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o "R" . Foto 13


Sobre a Estação Ferroviária de São Carlos, a indicação do antigo aeroporto na maquete do Sergio Paulo Doricci.  Foto 14


Entre os outdoors, na maquete do Doricci,  o nosso.   Foto 15

AS NOVIDADES:

O Sebastian Burone apresentou uma cancela automática. Quando o trem se aproxima, as barras abaixam, e após a passagem, se levantam.  Foto 16

AS MAQUETES:


Entre o GRUSCFER, Grupo São-Carlense de Ferreomodelismo, e particulares, 16 maquetes, ou mini ferrovias, preencheram a ala direita da plataforma da Estação Ferroviária. Esta é a maquete temática do Sergio Paulo Doricci.    Foto 17
Cada uma mostrando no paisagismo  a realidade  ou o imaginário. Maquete do Sr. Antonio Joaquim Cruz.   Foto 18



Algumas se dedicam às cidades e a urbanização. Maquete do Daniel Gonzales      Foto 19


Outras, detalham os povoados e o traçado da ferrovia com os túneis. Maquete do Daniel Nave Buckwieser. Foto 20


Nesta, toda a estrutura da ferrovia já está pronta. Foi o avô, Antonio de Paula Vitturi que começou para o neto Kalyel.    Foto 21


As igualdades  são apenas nos trilhos e alguns materiais rodantes, locomotivas, carros e vagões. Nos paisagismos é que estão os grandes diferenciais. GRUSCFER    Foto 22


E cada ferreomodelista compõe o centro da maquete e os entornos dos trilhos, com sua criatividade. GRUSCFER.        Foto23


Uma maquete ferroviária fica pronta para ser operada em um cômodo da casa ou em exposições; mas nunca termina; as possibilidades de modificações do cenário e da ferrovia aparecem todos os dias. GRUSCFER -    Foto 24


Um pátio ferroviário e o túnel. Maquete do Oswaldo Aparecido Pereira.      Foto 25


Esta contempla a cidade, e lembra as regiões serranas com túneis.  GRUSCFER  - Foto 26


PÁGINAS DE ARTE:


No sábado e domingo ás 16h, o pesquisador e historiador de São Carlos, Marco Antonio Leite Brandão, "Marco Bala",  e o compositor Valdo da Silva apresentaram o programa  " Um Passeio Lítero Musical & Memórias de São Carlos. Entre outras, foram  apresentadas as canções: "O Foguista e o Guarda trem", "No Cerrado da Federal", "Um Choro para Santa Eudóxia", "Fotógrafos e Fotographos" de São Carlos" (homenagem a Filemon Pérez) e "De Maria Fumaça para Santa Eudóxia". Foto 27 


No domingo, por volta das 10h,  tocaram dobrados, marchas, e também Pink Floyd e Beatles. É muito raro se ver esse termo "CARLOPOLITANA". No futuro, todos nascidos em São Carlos, poderão ser reconhecidos como carlopolitanos, hoje todos  são-carlenses. Raro também é ver uma banda marcial que mantém uma escola de música, com iniciação musical para crianças e adultos, a sede é na rua Jesuino de Arruda, 1598. Os ensaios são realizados semanalmente na plataforma da Estação Ferroviária, sob a regência do Maestro Roberto Mori.      Foto 28


AS LOJAS:

Nesta, os ferreomodelistas puderam escolher a vontade, principalmente locomotivas importadas.  Foto 29


Loja virtual, mas que participa dos encontros são-carlenses. Nela, o ferreomodelista pode encontrar produtos nacionais e importados, com destaque para aqueles destinados para paisagismo. No centro do baner, uma linda e merecida homenagem ao Joel Nunes do Prado, ferreomodelista de Araraquara, falecido em 05 de março de 2012.     Foto 30


A loja da Fundação Pró-Memoria comercializou souvinirs, canecas, canetas, chaveiros, calendários e camisetas com estampa da Estação Cultura.   Foto 31



Além de farto material rodante e kits, muitos DVDs ferroviários.    Foto 32


Muitos caminhões e automóveis  na escala 1:87 para as maquetes. Fabricação própria.       Foto 33


Lojinha de usados do Ocimar Carlos Pratavieira.   Foto 34


Automação de maquetes, controladores e decoders DCC. Na foto, uma cancela automática.       Foto 35



As três lojas da FESC expuseram e venderam artesanatos e quitutes, fizeram sucesso.   Foto 36


Na  hora da fome, empadas e esfihas ou lanches quentes de carnes bovina, suína e de frango, temperados com vinagrete.     Foto 37


A criançada se divertiu com os balões de gás.   Foto 38

E o pipoqueiro estava lá com as pipocas quentinhas.     Foto 39
O POVO:


Muita gente no sábado,    Foto 40  

e também no domingo.  Com certeza, umas 5.000 pessoas foram conferir o os trenzinhos nos trilhos.   Foto 41

AS CRIANÇAS:
O melhor; os olhares e os sorrisos das crianças!    Foto 42
                                                             

ALGUNS FERREOMODELISTAS  DO GRUSCFER QUE PARTICIPARAM:


1: Sr João, 2: Andrey Fatore, 3: Joseval Ré,        Foto 43 

4: Daniel Nave Buckwieser, 5: Oswaldo Buckwieser Junior, 6: Cristiano Duarte, 7: Daniel Gonzales, 8: Sergio de Lucca, 9: "Sampa", 10: Sergio Delello, 11: Vanda Bernardes e 12: Lourival Bernardes.   Foto 44 
O ferreomodelista Sergio de Lucca dando todas as explicações para a fotógrafa Marina Dino dos Anjos Jorge. Foto 45

Também participaram os ferreomodelistas: Adalberto Casale, André,  Antonio Joaquim Cruz, "Juca", Caio Almeida, Daniel Muniz,  Davi Delello, Kalyel Vitturi, Laercio Gonzales, Luis Paulo Matas, Marcelo Pretrucelli, Marcos Serra, Ocimar Carlos Pratavieira, Oswaldo Aparecido Pereira, Pedro Pratavieira, Renato Rosa, Sergio Paulo Doricci e Valter Dulce.

                        Vagão  comemorativo:                     Foto 46
                            


                               REALIZARAM:                    Foto 47

  
HISTÓRIA:
Em 2008, Ocimar Carlos Pratavieira liderou alguns ferreomodelistas de São Carlos para que acontecesse o 1º Encontro de Ferreomodelismo de São Carlos. O vereador Lineu Navarro deu um grande apoio, e oficializou o evento no município através Lei Municipal nº 14.523, de 24 de junho de 2008. Assim, o  Encontro de Ferreomodelismo de São Carlos, passou a fazer parte do Calendário Oficial da Cidade.  Na mesma época, nasceu o GRUSCFER, Gurpo Sãocarlense de Ferreomodelismo. O Grupo cresceu e está passando a ser pessoa jurídica, ASCFER, Associação São Carlense de Ferreomodelismo.
                                                                                                       Foto  48
VEJA MAIS:







CRÉDITOS:
FOTOS:
01 a 05, 08 a 19, 21 a 26, 28 a 39 e 46: José Alfeo Röhm
06, 07, 20, 40, 41, 42, 43 e 44: Daniel Nave Buckwieser
45: Antonio Carlos Lopes da Silva
47: Fundação Pró Memória São Carlos
48: Ocimar Carlos Pratavieira
PARTICIPRAM:
Daniel Nave Buckwieser
Luis Paulo Matas
Maria Nazareth, Daniel e Lika Röhm
Sergio Paulo Doricci
Ocimar Carlos Pratavieira

Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 54.
                                                         Abraços, Alfeo.

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Estação 52 - Mapa Antigo do Município de São Carlos

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Poder ver esse mapa do município de São Carlos-SP de décadas passadas, foi uma grande surpresa! Além de  contrastar com linha preta e mais grossa os limites do município, mostra também detalhes da região, municípios, fazendas, rios, estradas de terra,  ferrovias, etc..  Foto 01 

Com o mapa,  e um lote de fotos das estações ferroviárias dos ramais métricos da  Companhia Paulista de Estradas de Ferro,  de Ribeirão Bonito e de Santa Eudóxia,  que comprei no Foto Arte,  do fotógrafo José João, o "Alemão" e mais algumas, cedidas por amigos, resolvi fazer estas duas  viagens  ao passado.

Como o mapa é muito grande e difícil de ampliá-lo nesta página, fiz dois  recortes, um com cada ramal.



                       Ambos tinham seus inícios na Estação  de São Carlos-SP -  Foto 02 
Clique sobre as fotos para ampliá-las.
                                         

                               

RAMAL SÃO CARLOS - RIBEIRÃO BONITO   Foto 03

Este ramal tinha seu início em São Carlos-SP, partia da cabeceira direita da plataforma, acompanhava a linha tronco da CPEF para Araraquara, por uns 2,5Km, e, um pouco antes do pontilhão sobre a atual Av. Tancredo de Almeida Neves, "Avenida das Torres",  derivava à esquerda, e    contornava toda a grande Vila Prado. Naquela vila, os trilhos faziam uma grande ferradura, e saindo do perímetro urbano, começavam as propriedades rurais e as estações que serviam as mesmas: ANGICO, MONJOLINHO, JACARÉ e RIBEIRÃO BONITO. Não aparecem no mapa a Estação de SANTO IGNÁCIO  que ficava entre as  de Jacaré e  Ribeirão Bonito e o posto telegráfico TAMANDUÁ, que ficava entre as estações de  Santo Ignácio e Ribeirão Bonito. Tinha aproximadamente 60 Km e, segundo os antigos de São Carlos, a grande ferradura na Vila Prado, foi para atingir a quilometragem mínima para a concessão do ramal. Foi inaugurado em 1894 e operou por 75 anos, até 1969.

A PRIMEIRA VIAGEM, VAMOS EMBARCAR?

Na Estação de  São Carlos,  na foto, os trens de bitola larga, que faziam São Paulo - Colômbia,  estacionavam para embarques, desembarques e baldeações à esquerda, e os ramais métricos ficavam à direita.  A composição à esquerda, está no sentido São Carlos - Araraquara, e a da direita São Carlos - Ribeirão Bonito. Foto 04 


Uma locomotiva a vapor tracionando carros de passageiros, partindo da Estação de São Carlos para Ribeirão Bonito.  Foto 05 

Como a linha métrica de 0,60m ficava, na foto, à esquerda da plataforma, logo na saída da Estação  de São Carlos, desviava à direita para assumir o ramal.  Através desse desvio e do ramal, as locomotivas iam até um virador próximo do pontilhão sobre a Rua Itália - Travessa 8, sentido fundo da foto, para serem viradas.  Foto 06 


As composições partiam de São Carlos e além dos passageiros, também levavam os suprimentos comprados na cidade, pelos fazendeiros. A 1ª parada era na fazenda Angico, próximo do córrego Água quente.      Foto 07 

Em 1930, o grande centro de abastecimento da cidade e das fazendas, era o Mercado Municipal, foi demolido em e ganhou um novo prédio. Foto 08 


Quase tudo acontecia em função do trem. A  2ª parada era Monjolinho,  e  próxima da Usina Hidrelétrica Monjolinho.   Foto 09  



A usina gerava  os 800 volts, em corrente contínua, para a ferrovia urbana dos bondes em São Carlos,  da CPE - Companhia Paulista de Eletricidade, operou de 1914 a 1962, hoje é um museu.   Foto 10 



As consultas médicas e visitas na Santa Casa, aconteciam em função dos horários dos trens.  A 3ª parada  era em Jacaré, próxima do rio Jacaré Guaçu.          Foto 11


A Santa Casa, fundada em 1891, em 1930,  era o único hospital , atendia a população urbana e rural.   Foto 12  



Quando a família decidia batizar o neném em  São Carlos, o transporte do recém nascido e familiares era pelo trem a vapor. A 4ª parada era na fazenda  Santo Ignácio.  Foto  13  
O mesmo acontecia com casamentos.  .As famílias vinham junto com a  noiva  para São Carlos para a celebração do casamento. A 5ª e última parada do ramal  era  Ribeirão Bonito.  Foto 14 

 A celebrações dos batizados e casamentos aconteciam na antiga Matriz de São Carlos Borromeu, inaugurada em 1857 e demolida em 1949, cededendo o espaço para a atual Catedral.      Foto 15                                                                                  
AGORA, VAMOS RETORNAR À ESTAÇÃO DE SÃO CARLOS, E FAZER A BALDEAÇÃO PARA SANTA EUDÓXIA.          





RAMAL SÃO CARLOS - SANTA EUDÓXIA Foto 16 
Saía da cabeceira esquerda da Estação de São Carlos-SP, e  acompanhava a linha tronco da CP para São Paulo, por aproximadamente 1Km, derivava à esquerda e passava ao lado da  "SAMBRA" - Óleos Vegetais, e depois pela atual praça Itália. Seguia pela Vila Isabel, vila que deu início ao povoamento da cidade, até o  pontilhão sobre a Rodovia Washington Luis e adentrava na zona rural. No mapa, estão todas as estações: BABYLONIA, FLORESTA, CANCHIM, CAPÃO PRETO, ÁGUA VERMELHA, , ARARAHY, ALFREDO ELLIS e SANTA EUDÓXIA. Tinha aproximadamente 63km.  A inauguração do ramal deu-se em 1892, e seu final, 70 anos depois, 1962.

A SEGUNDA VIAGEM:

Em São Carlos,  os ramais métricos ficavam na calha mais próxima ao prédio da Estação, na foto, à esquerda. O início do ramal para  Santa Eudóxia era nessa linha, sentido fundo da foto.   Foto 17 


Trem puxado por máquina a vapor,  chegando de Santa Eudóxia na  Estação de São Carlos . Ao fundo e à esquerda, o prédio da Cia Fiação e Tecidos  São Carlos, a "Tecidão" que fazia divisa com o ramal.  Foto 18




O projeto "Caminho dos Pinhais", quando implantado, vai recolocar parte dos trilhos no leito daquele ramal,  entre a Estação de São Carlos e a praça Itália. Na foto, à esquerda da linha tronco da CP.  Foto 19

Neste ramal também o trem era o principal meio de transporte, as composições de carga davam vazão à produção agrícola, principalmente o café. A 1ª parada era na fazenda Babylonia.  Foto 20 


Os horários dos trens atendiam principalmente aos alunos e trabalhadores que estudavam e trabalhavam em São Carlos. A 2ª parada era na fazenda Floresta.  Foto 21                       


Na Escola Normal, inaugurada em 1910,  os estudantes  cursavam o Curso Normal e se formavam Professores Normalistas. Foto 22


E no Frigorífico São Carlos do Pinhal, muitos trabalhavam. Encerrou suas atividades nos anos 60, e, em 2004,  foi demolido, cedendo o espaço para o Hospital Escola.  Foto 23 


As fazendas que criavam  gado leiteiro faziam a ordenha de madrugada e levavam os latões de leite para as estações. O trem os transportava até a estação de São Carlos e, depois, a Cooperativa de Lacticínos, que era próxima, os retirava através de um caminhão. A 3ª parada era na Fazenda Experimental Canchim, do Ministério da Agricultura, hoje EMBRAPA.   Foto 24 


A Cooperativa de Lacticínios São Carlos localizava-se a 300m da estação ferroviária. O prédio está preservado, mas descaracterizado. Nos anos 70,  passou a operar em uma nova unidade ao lado da praça Itália, onde foi a "SAMBRA" e no início dos anos 2000, encerrou suas atividades.     Foto 25 


Quando o gado era vendido, uma composição de vagões gaiola os transportavam até São Carlos, e de lá, seguiam viagem pela linha tronco da CP, ou a boiada ia pelas ruas da cidade e pelo Picadão de Cuiabá, onde localizava-se o Matadouro Municipal. 4ª parada era na fazenda Capão Preto.  Foto 26 


No pátio de São Carlos, a interessante baldeação de gado dos vagões de bitola métrica para os de bitola larga. Foto 27



Matadouro Municipal de São Carlos, onde parte do gado era abatido. O prédio está preservado e hoje  é um bloco de salas de aulas da Escola de Engenharia de São Carlos - EESC-USP.   Foto 28


Na safra do algodão, composições de vagões gôndola transportavam a colheita das fazendas para a Fábrica de Tecidos Madalena, que depois, passou a ser a Cia Fiação e Tecidos São Carlos, a "Tecidão". A 5ª parada era na Vila de Água Vermelha,  Foto 29



Cia Fiação e Tecidos São Carlos, a "Tecidão", que tinha um ramal particular entre o pátio de São Carlos e a Indústria.  Foto 30


As fazendas eram muito povoadas; os trabalhadores moravam nelas, nas colônias. E as Normalistas, para atenderem os alunos das escolas rurais, embarcavam no primeiro trem em São Carlos. A 6ª parada era na  Fazenda Ararahy.   Foto 31 


Alfredo Ellis era o proprietário da fazenda Santa Eudóxia, a maior produtora de café da região.   o Sr. Nicola Gonçalves, historiador de São Carlos, conta que da estação  Alfredo Ellis saia um pequeno ramal para  o engenho de café Santa Eudóxia, e que  pela alta qualidade, era exportado para a  Inglaterra.    A 7ª parada era naquela estação.     Foto 32 


Quando madeiras eram vendidas pelos fazendeiros, vagões prancha  transportavam as toras até as serrarias   Giongo e Santa Rosa, que tinham ramais particulares até o pátio de São Carlos. A 8ª parada e final do ramal era na Vila de Santa Eudóxia,   Foto 33

A Serraria Giongo, 1962, dia em que a locomotiva perdeu os freios e derrubou o telhado.  Preservada, hoje é agência dos Correios e uma pizzaria. Foto 34


A Serraria  Santa Rosa, demolida, hoje é a loja 22 da rede  Jaú Serve Supermercados.   Foto 35          FIM DA SEGUNDA VIAGEM


QUASE NADA RESTOU
E, entre 1962 e 1969, tudo acabou. Das 14 estações entre os dois ramais, 9 ainda sobrevivem, mas, a maioria perdeu suas características originais. No ramal de Ribeirão Bonito ainda é possível ver as estações de  MONJOLINHO, SANTO IGNÁCIO  e RIBEIRÃO BONITO. E no ramal de Santa Eudóxia,  as estações de BABYLONIA, FLORESTA, ÁGUA VERMELHA, ARARAHY, ALFERDO ELLIS e SANTA EUDÓXIA. Cada estação era o início de um povoado com algumas casas e algum comércio. Com o fim dos ramais, as casas se esvaziaram e os comércios fecharam. Das estações sobreviventes, nenhuma foi preservada como um símbolo ferroviário e se tornaram moradias, depósitos, fábrica, prefeitura, restaurante e escolas. E hoje, os jovens de São Carlos, sequer ouviram falar que da estação ferroviária partiam os dois trenzinhos...


SOBRE O MAPA DO MUNICÍPIO DE SÃO CARLOS
Além dos ramais ferroviários já mencionados, aparecem também no mapa:  a) A linha tronco da Companhia Paulista de Estradas de Ferro entre São Carlos e Araraquara. b) A Tramway da Companhia União Agrícola Morgante, que, em 1920, passou a ser a Ferrovia da Usina Tamoyo, entre a estação de Tamoyo da CP e a margem do rio Jacaré Grande, e entre Chibarro e a Fazenda das Flores e Margem do córrego Brejo Grande. d) Em Araraquara, detalha seguimentos dos trilhos da CP e da Estrada de Ferro Araraquara - EFA. e) Em Rincão, os trilhos da CP e do ramal Mogy Guassu. Futuras postagens.

SOBRE A DATA DO MAPA
a) A estação de Santo Ignácio foi inaugurada em 1912, e não é citada..
b) No mapa aparece "Tramway da Companhia União Agrícola Morgante"  e em 1920, passou a ser Ferrovia da Usina Tamoyo.
c) As estradas rodoviárias aparecem como " Estrada para Automóvel", e a principal rodovia da região, a Washington Luis - SP 310, fundada em 1923, não é citada.
Com esses dados, tudo leva a crer que esse mapa foi impresso antes de 1912.  Veja o mapa ampliado  clique AQUI.

VEJA MAIS:





CRÉDITOS:
FOTOS:
01, 02, 03 08, 16, 23 e 25 : Acervo Valentim Gueller Neto
22: Foto Colombo - Acervo Valentim Gueler Neto
04, 07, 09, 14, 17, 20,21, 24
26, 28, 29, 30, 31, 32,  33, 34
e 35:  Foto Arte - José "Alemão" João,  - São Carlos-SP
05: Acervos Thomas Correa  e Vanderley Duck
06: Acervo Marco Aurelio Alves da Silva
10: Filemon Peres - Almanach de São Carlos - 1916-1917 - Acervo Foto Arte
11: Estações Ferroviárias do Brasil - Acervo   Ralph Mennucci Giesbrecht 
12 e 15: Acervo Antonio Carlos Lopes da Silva - Revista Raça 1929 - 1933
13: Sergio Paulo Doricci
18: Autor desconhecido - Acervo José Alfeo Röhm
19: Geraldo Godoy - ABPF
27: Filemon Peres - Álbum Centenário da Companhia Paulista 
de Estradas de Ferro - Acervo  Foto Arte  
PARTICIPARAM:
Antonio Carlos Lopes da Silva
Luis Antonio ferro Gobato
Maria Nazareth, Daniel e Lika Röhm
Ralph Mennucci Giesbrecht
Sergio Paulo Doricci
Agradecimentos:
Ralph Mennucci Giesbrecht


Obrigado por sua agradável companhia, nos encontraremos certamente na Estação 53.
                                                         Abraços, Alfeo.

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